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Presidente do PL descarta conversas com o MDB em MT

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O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, descartou qualquer possibilidade de aliança com o MDB nas eleições de 2026. Em entrevista nesta terça-feira (26), ele afirmou que “nunca sentou” com o ex-deputado federal Carlos Bezerra, ex-presidente estadual do MDB, para discutir qualquer composição política.

Questionado sobre uma eventual aproximação entre os dois partidos, Ananias ironizou: “Eu nem estou vendo. Você me perguntou como eu estou vendo, eu nem estou vendo. Até agora não houve nenhuma tratativa de sentar à mesa entre as direções do MDB e do PL”, disse.

A atual presidente estadual do MDB, deputada Janaina Riva, tem conduzido o partido para uma linha mais à direita, com acenos ao bolsonarismo. Ela já declarou ser natural uma composição com o PL, movimento que tem causado desconforto e até saída de filiados históricos da legenda.

Em resposta a declarações de Carlos Bezerra, que mencionou estar “trocando figurinhas” com o PL, Ananias foi categórico: “Com todo o respeito ao Carlos Bezerra, eu nunca sentei com ele. O presidente do PL em Mato Grosso ainda é Ananias Martins de Sousa Filho. Não houve reunião nem há nada agendado”, afirmou.

Ananias também descartou qualquer possibilidade de aliança com partidos de esquerda. “Política partidária não tem veto, mas não há discussão nesse momento. Não vamos abrir diálogo com a extrema-esquerda, nem com à esquerda de forma alguma. Isso está vedado”, concluiu.

 

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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