Polícia
Membro de facção procurado por ameaçar matar ex-companheira em MT é preso em SP
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Após investigação da Delegacia de Polícia Civil de Campos de Júlio, a Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quarta-feira (3.9), um homem, de 35 anos, acusado de ameaçar matar a ex-companheira, de 26 anos.
A vítima teve um relacionamento conturbado com o suspeito por cerca de um ano, entre maio de 2022 e fevereiro de 2023, em que foi agredida fisicamente e verbalmente, chegando a ser jogada contra um espelho e ter suas redes sociais e contas bancárias rackeadas. Os dois terminaram várias vezes, episódios em que o suspeito ameaçava matá-la.
Por fim, o suspeito foi embora de Campos de Júlio para fugir de uma facção criminosa. Porém, do relacionamento nasceu uma filha e o suspeito continuou indo atrás da vítima, a ameaçando e perseguindo, o que a fez registrar o primeiro boletim de ocorrência, em abril de 2024, por ameaça.
Já em abril deste ano, a vítima registrou um novo boletim de ocorrência contra o ex-companheiro, afirmando ter sido ameaçada por ele e que temia por sua vida, por isso, requereu medidas protetivas de urgência, que foram concedidas.
No entanto, no dia 17 de agosto, a vítima recebeu um vídeo no aplicativo WhatsApp com conteúdo ameaçador, em que uma pessoa faz menção ao nome dela e profere ameaças como: “Vou subir o morro com o decreto dela”, a xinga e afirma que ela seria baleada de fuzil.
No vídeo, também foi possível ver a sombra de uma pessoa armada, aparentemente com uma arma de fogo de cano longo. Com medo, a vítima procurou uma delegacia e registrou um novo boletim de ocorrência.
O delegado Mateus Almeida Oliveira Reiners representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça. Após investigações, foi identificado que o suspeito estava em São Paulo (SP).
Diante disso, a Polícia Civil de São Paulo foi acionada e cumpriu o mandado na manhã desta quarta-feira (3), em uma residência no Centro Histórico de São Paulo. Ele passou por exame de corpo de delito e audiência de custódia e foi encaminhado para o sistema penitenciário de São Paulo, para posteriormente ser recambiado para Mato Grosso.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica
Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.
Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.
As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.
“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.
Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.
Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.
“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.
Atuação dentro dos presídios
De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.
A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.
“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.
A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.
“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.
“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.
Operação Fariseus
Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.
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