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Prefeito diz ter “certeza absoluta” que Estado não vai deixar Santa Casa ser fechada

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– Prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), em entrevista à imprensa, afirmou que tem “certeza absoluta” de que o governador Mauro Mendes (União), não vai permitir o fechamento da Santa Casa de Misericórdia, que atualmente está sob intervenção judicial, sendo administrada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT).

Questionado sobre o futuro da Santa Casa, Brunini foi direto: “então assim, a Santa Casa eu tenho certeza absoluta que não irá fechar. Agora, acredito que o Estado vai esperar uma melhor oportunidade para poder fazer o lance e fazer a compra da Santa Casa”, declarou.

Brunini fez questão de apontar que o valor de R$ 54,7 milhões do leilão do prédio da Santa Casa está muito acima do preço de mercado e que, por conta disso, não ocorreu nem um lance.

“Eu tenho certeza que o Estado não vai deixar fechar a Santa Casa. As conversas que a gente teve, eu já tive conversa com o governador, já tive conversa com o vice-governador Otaviano Pivetta, já temos já tivemos conversa com a própria desembargadora da Justiça de Trabalho”, argumentou ainda o prefeito da Capital.

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Cuiabá

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/justica-suspende-despejo-de-familias-em-cuiaba-apos-agravo-da-prefeitura

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