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Criminosos que levaram R$ 400 mil durante assalto à cooperativa de crédito são denunciados pelo MP

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) denunciou 10 integrantes de uma quadrilha envolvida no assalto a cooperativa de crédito Sicredi em Brasnorte, a 580 km de Cuiabá. Eles respondem por roubo majorado, associação criminosa e favorecimento pessoal.

De acordo com a denúncia, dois dias antes do crime os assaltantes roubaram uma caminhonete Toyota Hilux, utilizada para invadir a agência. Fortemente armados e encapuzados, renderam clientes e funcionários, exigindo acesso ao cofre.

Enquanto aguardavam a abertura do compartimento, que possuía temporizador de dez minutos, o grupo retirou dinheiro dos caixas eletrônicos e levou a arma do vigilante. Em seguida, subtraiu cerca de R$ 400 mil em espécie.

Na fuga, dois funcionários foram levados como reféns e posteriormente libertados. A caminhonete foi abandonada em uma área rural, e a quadrilha seguiu viagem em outro veículo. Parte dos acusados ainda teria recebido apoio em Vilhena (RO), onde se esconderam com auxílio de comparsas.

Segundo o Ministério Público, a organização era liderada por Valdemar do Nascimento Alves, conhecido como “Babá”. O grupo contava com integrantes responsáveis pelo financiamento da ação, guarda de armas e divisão do dinheiro.

A investigação reuniu confissões, imagens de câmeras de segurança, registros de monitoramento e apreensão de objetos que reforçam as acusações.

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Homem que matou ex após vê-la abraçada com outro é condenado a 16 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Nova Xavantina (a 645 km de Cuiabá) condenou, nesta terça-feira (20), Adailton de Souza Alves pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o crime praticado em contexto de violência doméstica. 

A pena foi fixada em 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro. No fim da sessão, a Justiça expediu mandado de prisão contra o condenado, que participou do julgamento por videoconferência e é considerado foragido. 

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em setembro de 2017. Na ocasião, o acusado foi até a casa da vítima, com quem havia mantido um relacionamento afetivo e de quem estava separado. Maria José fazia a limpeza do quintal quando foi surpreendida por Adailton, que sacou uma arma de fogo e atirou contra ela. 

A perícia constatou que o disparo atingiu o tórax da vítima e atravessou o coração, causando a morte dela. Depois do crime, o réu fugiu de motocicleta. Em seguida, passou na casa de um amigo, seguiu para o município de Campinápolis e descartou a arma utilizada no homicídio durante o percurso. 

Segundo o Ministério Público, o assassinato foi motivado por ciúmes e pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Dias antes do crime, ele teria visto Maria José abraçando outro homem em um estabelecimento comercial pertencente à filha dela. Para a acusação, essa circunstância demonstrou a motivação fútil do homicídio e evidenciou o contexto de violência de gênero. 

A denúncia também apontou que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa. Ela foi atacada de forma repentina enquanto realizava atividades domésticas, sem tempo para reagir ou buscar proteção. Essas circunstâncias levaram o Ministério Público a sustentar a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, tese reconhecida pelos jurados durante o julgamento.

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