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Cláudio reitera apoio a Medeiros pelo Senado e ataca pesquisa: “interesses sórdidos”

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Cláudio reitera apoio a Medeiros pelo Senado e ataca pesquisa: “interesses sórdidos”

O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), reagiu a uma pesquisa divulgada pelo Instituto Real Time Big Data, nesta semana, que colocou o atual deputado federal e aliado, José Medeiros (PL), como apenas o quinto entre os mais lembrados pelos eleitores ouvidos. Em áudio enviado a um grupo de lideranças de direita no WhatsApp o gestor afirmou que “interesses sórdidos” norteiam os números.

“A gente sabe como são essas coisas, tem um jogo sórdido por trás disso aí, mas a gente tem posição e as pessoas (eleitores) não se deixam mais influenciar por isso não!”, afirmou, minimizando os efeitos da amostragem na avaliação popular.

Ferreira lembrou que o mesmo Instituto de Pesquisa cravou, em 2024, a poucos dias da votação de primeiro para prefeito de Cuiabá, a liderança absoluta e projetou a vitória em segundo turno de um candidato que sequer conseguiu estar entre os dois mais votados e que acabou ficando pelo caminho.

Diante desse histórico, Cláudio afirma que não abre mão do projeto do aliado. “Meu apoio ao Medeiros é irrevogável. Eu não recuo disso! Tenho conversado com Abílio também, é da mesma forma (o apoio). Essa questão de pesquisa não me influencia. Eu aparecia em último aqui (Rondonópolis), se pesquisa valesse alguma coisa eu não teria sido eleito prefeito em Rondonópolis e o Bolsonaro também não teria sido eleito em 2018”, finalizou.

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Cuiabá

Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá

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Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções

A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.

Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.

A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.

Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.

Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.

Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.

Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.

“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.

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