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“Mesmo com ordem nacional, PL em Cuiabá não fará ‘dobradinha’ com MDB”, afirma Samantha Iris

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A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, afirmou que compartilha da mesma opinião do marido e prefeito, Abílio Brunini (ambos do PL), sobre a possibilidade de união entre o PL (Partido Liberal) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Ambos se posicionam contra uma ‘dobradinha’ entre as siglas para as eleições de 2026.

Segundo Samantha, o MDB quer ‘navegar’ na polarização da direita em Mato Grosso, por acreditar que uma candidatura ligada à esquerda teria poucas chances de êxito. A parlamentar defendeu que o PL escolha ‘dobradinhas’ com partidos e candidatos que compartilhem os mesmos ideais.

“Eu penso que posicionamento é uma coisa muito importante para as eleições de 2026. Eu sigo esse pensamento e acredito que ainda existem muitas pessoas que querem navegar na direita, sabendo que Mato Grosso é de direita e que com a esquerda é um pouco mais difícil se manter na política. Acredito que ainda existem muitas pessoas que queiram navegar no barco da direita. Só que, como alguém que realmente se declara da direita, acredito que precisamos falar sobre isso, para não tomarmos decisões erradas agora e depois temos pessoas que não vão defender aquilo que a gente defende”, disse.

Questionada se o posicionamento era direcionado à deputada estadual Janaina Riva (MDB) — pré-candidata ao Senado Federal —, Samantha afirmou que a colocação é um recado para todos que buscarem o apoio da direita.

“Esse é um recado para qualquer pessoa que se diz de direita e não é. Não tem a ver com fulano A ou fulano B. Tenho buscado deixar claro meu posicionamento e defender aqueles que têm o mesmo pensamento. Não é uma questão de gênero! Quem tem a intenção de falar com o público da direita precisa, de fato, ser de direita”, afirmou.

Contudo, a primeira-dama reforçou que, mesmo diante de uma ordem nacional sobre a coligação com o MDB, não concordaria: “Preciso realmente entender como funciona essa ordem nacional, porque acredito que uma ordem nacional não pode sobrepor as questões locais.”

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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