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Ranalli contraria Abilio e defende composição com MDB: “quero voto conosco”

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Em meio à ofensiva pública do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), contra uma eventual aliança entre PL e MDB em Mato Grosso, o vereador Rafael Ranalli (PL) saiu em defesa da possibilidade de composição. Para ele, se a decisão partir da direção nacional, o partido no Estado deve seguir a orientação e trabalhar em conjunto. Ranalli ainda citou a deputada estadual Janaína Riva (MDB) como um nome viável para disputar o Senado ao lado do deputado federal José Medeiros (PL).

Segundo o vereador, a parlamentar tem se posicionado em pautas ligadas à direita, como a defesa da pena de morte, além de carregar um capital político próprio que poderia atrair segmentos do eleitorado não alcançados isoladamente pelo PL.

“Eu sou favorável a seguir os encaminhamentos que Brasília nos der. Se a aliança nacional mandar com o MDB, eu quero voto conosco. Eu sou soldado do PL. Se vier essa ordem, vou cumprir”, afirmou.

O vereador também vê a disputa dentro do PL como parte de uma briga maior. Segundo ele, o espaço na chapa com Medeiros ao Senado é cobiçado não apenas por Janaina, mas também pelo governador Mauro Mendes, que mesmo sendo do União Brasil, é visto por parte do partido como nome competitivo para compor a majoritária ao lado de Medeiros.

NO 7 DE SETEMBRO

O embate sobre PL com o MDB, começou com a participação de Abilio durante a manifestação ‘Reaja Brasil’, na Praça do Choppão, no domingo (7), o prefeito disse que o grupo irá apoiar mulheres genuinamente de direita e não “novos Fávaros”, fazendo uma referência ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que se aproximou os bolsonaristas quando concorreu ao Senado, mas depois se aliou à esquerda.

Na ocasião, ele ainda citou as bandeira que Janaina vem defendendo, mas reforçou que o MDB está no centro e, enquanto esteve na Câmara dos Deputados, a bancada emedebista não acompanhava as votações defendidas pela extrema-direita.

Em 2026, os eleitores de MT irão eleger dois senadores. Janaina sinalizou estar aberta a negociação com o deputado federal José Medeiros (PL), aposta dos bolsonaristas ao cargo.

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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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