Cuiabá
Abilio avisa invasores de terra que o STF já deu a recuperação aos donos: “Não tem como reverter”
Cuiabá
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) disse que não há outra alternativa para as famílias que ocupam uma área no Contorno Leste a não ser deixar o local. Isso, porque segundo o gestor a ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e trata sobre a reintegração de posse dessa área, já transitou em julgado, ou seja, já tem decisão definitiva e as famílias que invadiram o local terão que deixar a região até o dia 27 de outubro.
Em manifestação realizada em frente à Prefeitura na manhã desta segunda-feira (15), moradores cobraram regularização fundiária, mas o prefeito afirmou que não existe mais a possibilidade de discutir o processo.
“Esse processo já foi transitado e julgado no Supremo Tribunal Federal e agora ele tá na fase de cumprimento, ou seja, não tá mais na fase de discussão, não tem como discutir um processo que o Supremo Tribunal Federal já tomou decisão”, pontuou Abilio Brunini.
A decisão que determina a data que as famílias devem deixar o local foi assinada pela juíza Adriana Sant’Anna Coningham, da Vara Especializada de Direito Agrário de Cuiabá.
Os moradores contestaram a medida e alegaram que não têm para onde ir. No entanto, o prefeito disse que já trabalha em uma alternativa para a realocação deles, que é a regularização de uma nova área, que será dividida entre as famílias que vivem em situação de vulnerabilidade.
Enquanto isso não acontece, ele garantiu que vai projetar um aluguel social para que ninguém fique desabrigado até que o lote seja entregue pela Prefeitura.
De acordo com Abilio, a localização da nova área não será divulgada por enquanto, para evitar invasões. A utilização do local também depende de uma permissão da Justiça.
“Se a Justiça aceitar a nossa nova área aí a gente vai começar a projetar o aluguel social e a transição do parcelamento, da separação das vias para que essas pessoas possam ir lá pro novo local”, explicou o prefeito.
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Assistência Social, está fazendo o cadastramento das famílias para identificar quem realmente precisa de um lote para moradia. Os cadastros ainda serão feitos pelas próximas duas semanas, aos sábados, no Contorno Leste.
Um levantamento que já foi feito pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), aponta que dos 2.594 terrenos mapeados na região, apenas 196 famílias foram consideradas vulneráveis.
A reintegração da área deve ser feita entre os dias 30 de outubro e 30 de novembro.
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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