Política
Max Russi afirma que PM “não vai passar pano” para soldado suspeito de matar personal trainer
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O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (PSB), disse que a Polícia Militar não “passará pano” na investigação do caso do soldado da PM, Raylton Mourão, suspeito de matar junto com a esposa, Aline Valando Kounz, a personal trainer, Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos. Max falou que a única forma de coibir crimes desta natureza é com o endurecimento das penas e que, como deputado estadual, vai cobrar a punição do autor do homicídio.
“Cobrando punição. Tenho certeza que a PM não vai passar pano pra ninguém. Tudo o que tiver que fazer eles vão fazer”, falou Max Russi à imprensa nesta segunda-feira (15).
O Tribunal de Justiça (TJMT) determinou a prisão temporária do policial militar por 30 dias. Sobre o suposto envolvimento de Raylton manchar a farda da corporação, Max saiu em defesa dos policiais e pontuou que: “toda a instituição tem os bons e ruins”. Segundo o presidente da AL, é necessário continuar “cobrando, estar em cima” das instituições para que haja a devida responsabilização aos culpados por atos de violência.
CASAL SEGUE FORAGIDO
Até o momento, o casal de suspeitos não foi localizado e é considerado foragido. A Corregedoria da Polícia Militar instaurou procedimento administrativo para apurar o caso.
Nesse sábado (13), a casa do PM foi alvo de busca e apreensão, mas apenas a arma funcional do militar foi encontrada. Raylton não compareceu ao plantão policial e, segundo a investigação, teria fugido. Aline também não foi localizada, deixando o trabalho às pressas após ser informada da ação policial.
LINHA DE INVESTIGAÇÃO
A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo Rozeli e o casal. Um caminhão pertencente a uma empresa de fornecimento de água supostamente administrada por Raylton teria se envolvido em um acidente com a personal trainer, que acionou a Justiça contra os dois. Uma audiência estava marcada para esta semana.
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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais
O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.
Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).
Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.
O projeto de lei prevê ainda:
- a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
- a adoção de padrões de interoperabilidade; e
- a observância da legislação de proteção de dados pessoais.
A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.
Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.
A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.
O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.
“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
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