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Polícia Civil prende homem suspeito de planejar e executar adolescente em Rondonópolis

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Um homem de 39 anos foi preso pela Polícia Civil, suspeito de planejar e executar o adolescente Carlos Henrique Rosa Rezende Costa, de 16 anos, em Rondonópolis. Ele é o quarto suspeito preso por envolvimento no crime, ocorrido em janeiro deste ano.

A prisão foi realizada no último sábado (13.9), na Bolívia, em uma ação integrada entre as forças de segurança brasileiras e bolivianas.

À época, a Polícia Civil havia registrado o desaparecimento do adolescente, que havia saído de casa dois dias antes, por volta das 15h30, informando à mãe que procuraria emprego e não retornou.

As investigações apontaram que Carlos Henrique foi vítima de uma emboscada. Ele teria sido levado pelo irmão da namorada até outros dois suspeitos, que o torturaram e executaram. O corpo do jovem, entretanto, ainda não foi localizado.

Inquérito e indiciamentos

O inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi concluído em 17 de janeiro, com o indiciamento de três pessoas pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.

Indiciados

B.S.D.O., de 27 anos, irmão da namorada da vítima, acusado de atrair o adolescente até uma residência no bairro Dom Osório, onde foi morto;

J.M.D.A.F., de 46 anos, proprietário da motocicleta usada no transporte da vítima;

E.P.M., de 39 anos, considerado o mentor do crime e executor da vítima, preso neste sábado na Bolívia.

Os dois primeiros tiveram os mandados de prisão cumpridos ainda durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime estaria relacionada ao envolvimento amoroso da vítima com a ex-companheira de um dos investigados.

Quarto envolvido*

Mesmo após a conclusão do inquérito, um quarto suspeito foi identificado. E.L.V.D.S. foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante buscas em sua residência, no bairro Distrito Industrial, onde foram apreendidas porções de maconha e pasta base de cocaína.

Na delegacia, ele confessou participação no homicídio, relatando que presenciou a tortura e acompanhou o comparsa até a região de mata onde o adolescente foi executado. Diante dos elementos, sua prisão preventiva foi decretada.

Corpo não localizado

As apurações confirmaram que Carlos Henrique foi morto ainda na tarde de 8 de janeiro, em uma área de mata. Informações colhidas indicam que o corpo teria sido levado para um local conhecido como “sumidouro”, em Itiquira.

Equipes da DHPP, com apoio do Corpo de Bombeiros, realizaram buscas na região, mas até o momento o corpo do adolescente não foi encontrado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica

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Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.

As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.

Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.

Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.

“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.

Atuação dentro dos presídios

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.

A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.

“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.

A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.

“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.

“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.

Operação Fariseus

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.

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