Opinião
Da timidez à autoconfiança: como a música muda trajetórias
Opinião
*Por Manoel Izidoro
Ao longo dos anos, presenciei histórias que vão muito além das notas e partituras. Lembro dos olhares tímidos, das mãos trêmulas diante de um instrumento ou de uma apresentação, e de como, com o tempo, a música conseguiu transformar medo em coragem, hesitação em expressão. Cada aluno que chega cheio de receios traz consigo um universo de emoções, e a música tem o poder de acolher, desafiar e fortalecer essas experiências.
Aprender música é, acima de tudo, aprender a se expressar. Cada acorde, cada ritmo, cada prática diária ensina algo que vai muito além da técnica, proporcionando disciplina, perseverança e autoconfiança. Muitos chegam com receio de errar, com vergonha de mostrar seu talento, mas, aos poucos, percebem que errar faz parte do processo, que a prática constante traz segurança, e que a música é uma aliada para encontrar a própria voz.
Esse processo de descoberta tem um poder transformador porque exige total presença. Ao tocar um instrumento ou cantar, é impossível se esconder. Cada nota é um convite à autodescoberta, e o aluno aprende não só a dominar seu instrumento, mas também a acreditar em si mesmo, a comunicar-se com o outro e a assumir seu espaço no mundo. Essa experiência ensina coragem, paciência e resiliência, virtudes que reverberam em todas as áreas da vida.
E essa transformação não acontece apenas com jovens aspirantes a músicos. Adultos que retornam à música, muitas vezes depois de décadas, experimentam o mesmo processo: timidez e insegurança se transformam em autoconfiança e realização pessoal. É uma prova de que nunca é tarde para aprender, se reinventar ou redescobrir talentos adormecidos. A melodia executada se torna um lembrete de que o crescimento é contínuo, e que a arte sempre oferece caminhos de superação.
Na música, como na vida, a coragem se constrói nota a nota. E a verdadeira recompensa de ensinar não está apenas nas apresentações, mas em ver cada pessoa transformar a própria trajetória, passando de um silêncio tímido para uma melodia cheia de confiança. A música mostra que expressar-se é um direito e uma oportunidade de se descobrir, de se afirmar e de celebrar a própria identidade.
*Manoel Izidoro é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá.
Opinião
Independência é também construir o futuro que queremos para o Brasil
Por Juca do Guaraná.
O 7 de Setembro é uma das datas mais importantes da nossa história. É o dia em que lembramos a Independência do Brasil, proclamada em 1822, e que representa um marco na construção da nossa soberania como nação.
Mas acredito que a Independência não deve ser lembrada apenas como um acontecimento do passado. Ela também nos convida a pensar sobre o Brasil que estamos construindo hoje e sobre o país que queremos deixar para as próximas gerações.
Ser independente também é ter a oportunidade de escolher o próprio caminho. É poder trabalhar, estudar, empreender, criar uma família, ter acesso à saúde, buscar uma vida melhor e acreditar que o esforço de cada cidadão pode fazer diferença.
E, para que isso aconteça, precisamos falar também de responsabilidade.
A política tem um papel fundamental nessa construção. Quem ocupa um cargo público precisa entender que recebeu uma missão: representar pessoas, ouvir suas necessidades e trabalhar para transformar demandas em ações.
No meu mandato como deputado estadual, tenho aprendido diariamente que as grandes necessidades de Mato Grosso estão, muitas vezes, nas coisas mais simples: uma unidade de saúde que precisa de estrutura, uma comunidade que necessita de melhorias, um produtor que precisa de apoio, uma família que busca mais oportunidades para seus filhos.
É por isso que acredito tanto na política feita perto das pessoas.
Mato Grosso é um estado construído pela força de gente trabalhadora. Gente que acorda cedo, enfrenta dificuldades, produz, empreende e não desiste. São essas pessoas que ajudam a construir a nossa história todos os dias.
Neste 7 de Setembro, portanto, minha homenagem é para todos os brasileiros e brasileiras que fazem a sua parte na construção do nosso país.
Que possamos valorizar nossa história, respeitar nossas diferenças e, acima de tudo, lembrar que o futuro do Brasil não é responsabilidade de uma pessoa só. É uma construção coletiva.
Que a nossa independência também seja a liberdade de sonhar, trabalhar e construir um futuro melhor.
Viva o Brasil!
*Lídio Barbosa, mais conhecido como Juca do Guaraná, é natural de Cuiabá, tem 48 anos, é casado, pai de três filhos e é formado em direito. Foi vereador da capital por três mandatos e eleito para a 20ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
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