Política
Wellington Fagundes afirma estar preparado para governar MT
Política
“Fui eleito senador, reeleito, sendo o segundo mais votado do Brasil. De todos os deputados e senadores candidatos que tentaram novo mandato em 2022, só cinco foram reeleitos. Então isso se deve pela minha luta, muito trabalho, e a atuação como parlamentar municipalista, com participação em todas cidades do estado. É no município que as pessoas vivem e acontecem os problemas. Eu sei o que é a vida do cidadão, olho as pessoas, e é assim que quero fazer um governo”, lembrou.
O senador reconheceu o avanço do governo Mauro Mendes na infraestrutura, ressaltando que Mato Grosso precisa agora investir mais em segurança e no servidor público, como no pagamento integral e parcelado da *Revisão Geral Anual, que é o reajuste salarial previsto da Constituição Federal.*
Com tom conciliador, ele afirmou que sua forma de fazer política é baseada na criação de consensos. “O pluripartidarismo faz parte da democracia. O coligado de ontem pode ser adversário de hoje, e amanhã pode ser aliado novamente. Eu sempre trabalhei com respeito. Não fico falando mal. Falo o que posso fazer e mostro o meu trabalho”, declarou.
Fagundes também comentou sobre o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na Baixada Cuiabana e os impactos ambientais no nortão, com a mortandade de peixes no rio Teles Pires. Ele defendeu políticas estaduais para o Pantanal: “Aqui os municípios da Baixada Cuiabana têm o menor IDH do Mato Grosso. O Pantanal tem que servir ao pantaneiro, e não à depredação. Precisa ser um Pantanal conservado, produtivo e não apenas preservado. Essa questão da piscicultura precisa de estudos profundos. Penso que o melhor caminho seja chamar a Embrapa, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e a Universidade Federal para discutir isso tecnicamente. Já coloquei recursos para equipar o instituto e quero envolver toda a área técnica. Esse cuidado, esta atenção precisam ser política de Estado”, ressaltou.
O parlamentar lembrou que o Senado aprovou recentemente o Estatuto do Pantanal, de sua autoria, que ajudará a ordenar o uso sustentável do bioma e garantir ações permanentes de conservação e desenvolvimento.
Também criticou o governo federal por descumprir compromissos com os municípios, especialmente após a aprovação da reforma tributária, e afirmou que a nova regra tende a prejudicar estados exportadores como Mato Grosso. “O Governo Federal tem sido caloteiro com todos os municípios. Por isso sou contra essa reforma tributária. Mato Grosso não é um Estado de grande consumo, e isso penaliza as cidades na redistribuição das receitas”, avaliou.
Ao encerrar a entrevista, o senador destacou que sua trajetória e experiência o credenciam a conduzir um governo voltado ao diálogo, à eficiência e ao desenvolvimento humano e sustentável.
Cuiabá
Ilde Taques intensifica articulação para disputar presidência da Câmara de Cuiabá
O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou nesta quinta-feira (16) que continua em articulação para viabilizar sua candidatura à Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Segundo ele, o momento é de intensificar o diálogo com os demais vereadores, independentemente de posicionamento político, com o objetivo de consolidar apoios até a votação.
Taques ressaltou que o processo depende de construção coletiva e que a definição passa, necessariamente, pela capacidade de articulação dentro da Casa.
“É um processo eleitoral, como todos os outros. Até o dia da eleição, a gente tem que trabalhar o voto. São 27 vereadores; independentemente de base ou posição independente, todos votam. E a gente, até o dia 25, vai continuar trabalhando esse voto dos pares”, afirmou.
Ilde também detalhou a composição da chapa que vem sendo construída, reunindo parlamentares de diferentes partidos. A vereadora Paula Calil (PL) foi convidada para assumir a primeira secretaria, enquanto Eduardo Magalhães (Republicanos) deve ficar com a vice-presidência e Michelly Alencar (União) com a segunda vice-presidência.
“Nós estamos definindo apenas uma vaga de segundo secretário. Hoje nós temos a cabeça de chapa com Ilde, presidente. A vereadora Paula foi convidada para ser primeira secretária. O vereador Eduardo Magalhães, como vice-presidente. E a vereadora Michelly como segunda vice-presidente”, explicou
Ao comentar a possibilidade de mudança no regimento interno que permitiria reeleições consecutivas, o vereador demonstrou preocupação com os impactos para a democracia.
“Isso seria um retrocesso para a Câmara Municipal de Cuiabá. Se isso acontecer, o presidente pode ficar seis anos no poder, se perpetuando. Isso é muito ruim para a democracia e para o cidadão cuiabano. Imaginem só seis anos com o mesmo presidente. Eu não acredito que isso vá acontecer”, concluiu.
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