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Novembro azul: um chamado à vida e ao autocuidado

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Novembro chegou trazendo uma mensagem que precisa ecoar entre todos os homens: cuidar da saúde não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria e coragem. Na condição de presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e, acima de tudo, como homem, pai e cidadão, me dirijo aos mato-grossenses para tratar de um tema que salva vidas, a prevenção.

O movimento Novembro Azul evoluiu para além da conscientização sobre o câncer de próstata. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, a campanha abrange a saúde integral do homem: saúde mental, controle de doenças crônicas, prevenção ao tabagismo e ao consumo de álcool, bem como a promoção de hábitos saudáveis. É uma mudança de paradigma na forma como nós, homens, passamos a encarar o autocuidado.

Os números são alarmantes e não podemos ignorá-los.

É o segundo tipo de câncer mais comum entre homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma

 

O Instituto Nacional do Câncer estima cerca de 71.730 novos casos de câncer de próstata anualmente no triênio 2023-2025. É o segundo tipo de câncer mais comum entre homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

O perigo maior está no silêncio dessa doença: em estágios iniciais, os tumores geralmente não apresentam sintomas, tornando o diagnóstico precoce fundamental para aumentar as chances de cura. Exames como a dosagem do PSA e o toque retal são ferramentas essenciais para identificar a condição ainda no início.

 

Contudo, há uma crise ainda mais silenciosa e devastadora: a saúde mental masculina. No Brasil, 79% das vítimas de suicídio são homens, uma taxa quatro vezes superior à verificada entre as mulheres. Fomos criados em uma cultura que nos ensinou a reprimir sentimentos e a evitar a demonstração de vulnerabilidade. Buscar apoio psicológico ainda é, para muitos, sinal de fraqueza, o que contribui para um silêncio perigoso e potencialmente letal sobre o sofrimento mental.

 

É chegada a hora de redefinirmos o significado de ser homem no século XXI. A verdadeira força reside na capacidade de reconhecer as próprias vulnerabilidades e buscar ajuda quando necessário. A verdadeira coragem se manifesta na realização de exames preventivos, no cuidado com a saúde mental e na priorização do bem-estar, acima das pressões sociais que nos são impostas.

 

Na condição de legislador, reafirmo meu compromisso com políticas públicas que ampliem o acesso à saúde. Contudo, como cidadão, faço um apelo direto aos homens mato-grossenses: realizem seus exames periódicos a partir dos 50 anos ou aos 45, no caso dos grupos de risco, como aqueles com histórico familiar da doença.

Não permitam que tabus ou sentimentos de vergonha dificultem a detecção precoce de enfermidades tratáveis. Procurem apoio psicológico sempre que necessário, não há fraqueza em cuidar da mente. Cultivem hábitos saudáveis, pratiquem atividades físicas e valorizem os vínculos afetivos. Busquem o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

 

Reflita: nenhuma conquista profissional, nenhum título ou bem material justifica o sacrifício da sua saúde ou da sua vida. Você não é uma máquina de produção — é um ser humano valioso, digno de cuidado, respeito e amor-próprio.

 

O movimento Novembro Azul nos ensina que a prevenção é um ato de amor-próprio e de responsabilidade para com aqueles que amamos e que dependem de nós. Cuide-se. Previna-se. Viva plenamente.

 

Max Russi é deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Saúde suplementar: o papel da Unimed Cuiabá no equilíbrio do sistema em Cuiabá

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CARLOS BOURET

Cuiabá celebra 307 anos de história carregando em sua essência a força de um povo que aprendeu, ao longo do tempo, a cuidar uns dos outros. Em uma cidade que cresce, se transforma e acolhe novas gerações, a saúde se torna um dos pilares mais importantes para garantir qualidade de vida e desenvolvimento.

Assim como tantas outras cidades brasileiras, Cuiabá enfrenta o desafio de equilibrar a crescente demanda por serviços de saúde com a capacidade de atendimento disponível. Nesse cenário, é fundamental compreender que a solução não está na oposição entre os sistemas público e privado, mas na atuação complementar entre eles. É justamente nesse ponto que a saúde suplementar assume um papel estratégico, e a Unimed Cuiabá tem contribuído de forma decisiva para esse equilíbrio.

Ao longo dos últimos anos, temos acompanhado o aumento da pressão sobre o sistema de saúde, impulsionado pelo envelhecimento da população, pelo avanço das doenças crônicas e pela maior demanda por acesso a exames e tratamentos. São desafios que aparecem no dia a dia das famílias, nas consultas médicas, nos hospitais e nas unidades de atendimento. Esse cenário exige não apenas expansão, mas eficiência, planejamento e responsabilidade na gestão dos recursos.

A Unimed Cuiabá tem buscado cumprir esse papel com seriedade. Como cooperativa médica, nossa atuação vai além da prestação de serviços. Somos parte ativa de um ecossistema que envolve profissionais de saúde, pacientes, prestadores e o próprio poder público. O equilíbrio é fundamental para que toda a rede de saúde funcione de forma mais eficiente e consiga atender melhor a população.

Mas é preciso ir além do acesso. Um dos maiores desafios da saúde suplementar no Brasil é garantir sustentabilidade sem abrir mão da qualidade assistencial. E esse tem sido um dos principais focos da nossa gestão. Trabalhamos para fortalecer a governança, qualificar processos e tomar decisões cada vez mais baseadas em evidências. Esse caminho tem nos permitido avançar de forma consistente, equilibrando custos e melhorando a eficiência do atendimento.

Outro ponto essencial é a valorização da prevenção. Investir em saúde não significa apenas tratar doenças, mas atuar antes que elas se agravem. Programas de acompanhamento, incentivo ao diagnóstico precoce e organização de linhas de cuidado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e, ao mesmo tempo, reduzir custos futuros para todo o sistema.

Além do impacto assistencial, a Unimed Cuiabá também desempenha um papel relevante na economia local. Geramos empregos, movimentamos a cadeia da saúde e contribuímos para o desenvolvimento da cidade. A saúde, nesse sentido, também é desenvolvimento social, geração de oportunidades e fortalecimento da comunidade.

Celebrar os 307 anos de Cuiabá é também reafirmar um compromisso com o futuro. Seguiremos trabalhando para que cada pessoa que vive nesta cidade possa contar com um sistema de saúde cada vez mais eficiente, acessível e humano.

Nosso propósito permanece claro: cuidar das pessoas, fortalecer a saúde em Cuiabá e contribuir para um sistema mais equilibrado, sustentável e preparado para os desafios que virão.

Diretor-presidente da Unimed Cuiabá Carlos Bouret

 

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