Mato Grosso

Corpo de Bombeiros controla incêndio em caminhão no pátio de posto de combustível

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, nesta terça-feira (4.11), uma ocorrência de incêndio em caminhão no pátio de um posto de combustível, localizado na Avenida Industrial, em Confresa (a 1.057 km de Cuiabá).

A equipe do 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) foi acionada via telefone de emergência por volta das 7h36. Antes da chegada dos bombeiros militares, os funcionários do posto haviam retirado as baterias do veículo e utilizado um extintor de pó químico seco, conseguindo conter as chamas iniciais.

Ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que o fogo estava concentrado na parte elétrica do caminhão. Imediatamente, realizaram a abertura das portas e do capô para permitir a ventilação e realizar uma inspeção detalhada, identificando focos de calor no quadro de fusíveis do painel da cabine.

Em seguida, efetuaram o rescaldo e a observação térmica até a completa extinção dos pontos de aquecimento. Durante o procedimento, foi necessário remover duas peças do painel para acesso ao ponto de origem do incêndio.

O condutor relatou que o veículo já havia apresentado um princípio de incêndio no mesmo dia e estava sendo acompanhado por um eletricista para manutenção.

Após o rescaldo e a verificação de segurança, a área foi isolada e o veículo entregue ao proprietário. Não houve registro de vítimas.

*Sob supervisão de Hannah Marques

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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