Cuiabá

CPI dos Débitos Previdenciários encaminha trabalhos para fase de conclusão

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Cuiabá

Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Débitos Previdenciários, composta pelo presidente, vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e pela relatora, vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), realizou na tarde desta quinta-feira (13) a última oitiva antes da conclusão dos trabalhos.Nesta etapa, foram ouvidos a ex-secretária municipal de Gestão, Ellaine Mendes, e o ex-controlador-geral do Município, Hélio Santos de Souza.

Durante a reunião, o presidente da comissão destacou a relevância das informações apresentadas, que apontam um déficit superior a R$ 100 milhões no Cuiabá Prev, o regime próprio de previdência dos servidores municipais.

“Foi uma oitiva importante. Ouvimos a ex-secretária de Gestão, cuja pasta era responsável por acompanhar os repasses previdenciários tanto ao regime próprio (Cuiabá Prev) quanto ao regime geral (INSS). Ela trouxe informações que confirmam que a gestão anterior deixou um passivo da ordem de R$ 111 milhões junto ao Cuiabá Prev”, afirmou o parlamentar.

A ex-secretária de Gestão, Ellaine Mendes, ressaltou a importância do espaço da CPI para esclarecer fatos e responsabilidades.

“Acho fundamental esse momento, pois é a oportunidade de esclarecer fatos e apontar as devidas atribuições. Tanto eu quanto o ex-controlador geral não tínhamos poder para determinar os repasses, mas tínhamos a obrigação de cobrar, e essas cobranças foram realizadas”, explicou Ellaine.

Com a finalização das oitivas, a CPI entra agora na fase de elaboração do relatório final, que ficará sob a responsabilidade da relatora, vereadora Baixinha Giraldelli.

“Assim que todos os dados forem consolidados, incluindo o valor total do passivo, estimado em R$ 569 milhões, realizaremos uma coletiva de imprensa para apresentar o resultado oficial dos trabalhos,” concluiu o vereador Dilemário Alencar.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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