Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá abre credenciamento para pediatras atuarem no CMI e nas UPAs
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), abre nesta sexta-feira (5) o Credenciamento nº 006/2025/PMC, destinado à contratação de pessoas jurídicas para prestação de serviços médicos plantonistas na especialidade de Pediatria. Os profissionais selecionados irão atuar no Centro Médico Infantil (CMI) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), reforçando o atendimento às crianças e ampliando a cobertura pediátrica na capital.
O credenciamento terá prazo indeterminado e será realizado exclusivamente pela plataforma BLL Compras, disponível em www.bllcompras.org.br. O edital completo pode ser acessado no portal de licitações da Prefeitura de Cuiabá (http://licitacao.cuiaba.mt.gov.br/licitacao) e também na própria plataforma BLL.
Modalidade e funcionamento dos plantões
Os plantões pediátricos serão ofertados em regime de 12 horas, nas modalidades diurna e noturna, de segunda a sexta-feira, além de fins de semana e feriados. Também será permitida a convocação de meio plantão de 6 horas para turnos diurnos, conforme escala validada pela Secretaria Municipal de Saúde.
O pediatra plantonista deverá ser especialista, pós-graduado ou residente, e ficará responsável pelo atendimento de crianças de 0 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, respeitando a classificação de risco estipulada pelo enfermeiro classificador:
• Vermelha (emergência): atendimento imediato;
• Amarela (muito urgente): até 1 hora;
• Verde (pouco urgente): até 2 horas;
• Azul (não urgente): até 4 horas.
Entre as atribuições estão a realização de anamnese completa, solicitação e análise de exames, definição de condutas, acompanhamento de intercorrências, comunicação com outros setores e unidades, encaminhamentos via Central de Leitos e notificações compulsórias. O profissional também deverá realizar todos os registros necessários em prontuário e orientar as famílias de forma clara e acessível.
Critérios e remuneração
A remuneração será feita por plantão efetivamente cumprido, com valores definidos em edital. Meio plantão será pago proporcionalmente. O pagamento estará condicionado à apresentação de nota fiscal, ponto eletrônico validado, produtividade e certidões atualizadas.
A convocação dos profissionais seguirá ordem cronológica de credenciamento, mantendo uma lista pública e atualizada pela SMS. Cada credenciado deverá cumprir, no mínimo, 8 plantões mensais de 12 horas, ou 16 plantões de 6 horas, podendo alternar entre eles. Recusas injustificadas podem resultar em reposicionamento na lista ou avaliação da manutenção do credenciamento.
Em situações de urgência, a administração poderá flexibilizar a ordem, desde que com justificativa formal.
Como participar
Empresas interessadas devem enviar todos os documentos pela plataforma BLL Compras a partir de 05 de dezembro.
Dúvidas podem ser enviadas ao e-mail [email protected], de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Com o novo credenciamento, a Secretaria Municipal de Saúde reforça o compromisso com a ampliação da assistência pediátrica e a melhoria do atendimento à população cuiabana.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi
O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.
Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.
“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.
Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.
“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.
O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.
“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.
Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.
A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.
Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.
A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.
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