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Polícia Civil prende autores de latrocínio contra comerciante de ouro em Poconé

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A Polícia Civil deflagrou na tarde de segunda-feira (5.1), a Operação Ouro de Sangue, para cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra autores de roubo seguido de morte, ocorrido em Poconé.

As investigações iniciaram no dia 2 de janeiro, quando a vítima Hamilton Mota dos Santos, comerciante de ouro no município, foi encontrado sem vida em sua residência, em um cenário de extrema violência. O corpo apresentava lesões perfurocortantes na região do pescoço, encontrava-se parcialmente coberta com terra e panos, dentro de um banheiro nos fundos da residência.

No local, também foram encontrados vestígios de sangue em diversos cômodos da residência, bem como indícios de que os autores tentaram limpar o local, com o objetivo de suprimir provas. Antes de tirar a vida da vítima, os suspeitos reviraram o armário do imóvel e subtraíram significativa quantidade de ouro que era mantida em sua residência.

Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências, sendo possível verificar que no horário aproximado do crime, um veículo Jeep Compass esteve nas proximidades da casa da vítima, deixando posteriormente o município de Poconé com destino à rodovia MT-060.

Durante o trajeto, os ocupantes do veículo pararam em um estabelecimento de compra e venda de ouro, no município de Nossa Senhora do Livramento, onde comercializaram o metal subtraído, produto do crime.

As investigações apontaram, ainda, que os suspeitos adquiriram o veículo na manhã do crime, pelo valor de R$ 90 mil, embora não possuíssem recursos financeiros suficientes para a aquisição. Na ocasião, informaram ao vendedor que se deslocariam até Poconé para buscar o dinheiro. Posteriormente, por meio da análise de transferências bancárias, foi possível identificar que os valores obtidos com a venda do ouro foram utilizados para quitar o pagamento do veículo de luxo.

Diante dos elementos colhidos, o delegado de Poconé, Matheus Prates de Oliveira, representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça e cumprida, no final da tarde de terça-feira (6).

“O trabalho de investigação célere e qualificado desenvolvido pelos policiais civis de Poconé revelou-se fundamental para o esclarecimento dos fatos e a identificação e prisão dos suspeitos, em razão da gravidade do crime, que causou intensa comoção social no município”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica

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Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.

As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.

Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.

Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.

“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.

Atuação dentro dos presídios

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.

A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.

“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.

A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.

“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.

“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.

Operação Fariseus

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.

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