Mato Grosso

Deputado registra B.O após circulação de vídeo nas redes sociais criado com inteligência artificial

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 O deputado estadual Júlio Campos (União) procurou a Polícia Civil para denunciar a disseminação de um conteúdo falso atribuído à sua imagem. Segundo o parlamentar, trata-se de um vídeo manipulado com uso de inteligência artificial, que passou a circular em aplicativos de mensagens e redes sociais.

No boletim de ocorrência, registrado no dia 16 de fevereiro, Julio Campos afirma que recebeu um print extraído do vídeo, no qual sua imagem teria sido utilizada de forma fraudulenta. De acordo com o relato, o material teria sido produzido com a intenção de atingir sua honra e reputação, além de induzir o público ao erro.

Ainda conforme o registro, o conteúdo foi compartilhado principalmente por meio do WhatsApp e também divulgado em algumas páginas da internet, ampliando o alcance da falsificação.

O caso foi enquadrado como difamação, com violência de natureza moral e psicológica, praticada por meio eletrônico. Uma testemunha foi ouvida durante o registro da ocorrência.

A apuração ficará a cargo da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, vinculada à Polícia Civil de Mato Grosso, que deverá investigar a origem do material e identificar os responsáveis pela produção e disseminação do vídeo falso.

O deputado pediu formalmente que sejam adotadas todas as medidas legais cabíveis para responsabilizar os envolvidos.

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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