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Prefeito de Cuiabá visita Gráfica Pêpe e pede restauração que mescle ‘antigo e novo’: “Não vamos deixar cair”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, visitou a antiga Gráfica Pêpe, no Centro Histórico, na noite dessa segunda-feira (16), e defendeu a restauração de imóveis históricos com a proposta de mesclar elementos antigos e novos. Durante a vistoria, ele garantiu que estruturas consideradas importantes não serão abandonadas. “Não vamos deixar cair”, afirmou.

A visita ocorre poucos dias após a Prefeitura anunciar a demolição do casarão que abrigou a primeira gráfica da capital, que estava em estado avançado de deterioração e apresentava risco, principalmente em períodos de chuva. O imóvel, do século XIX, começou a desmoronar em 2019 e era alvo de preocupação de vizinhos e autoridades.

 

Durante a agenda, Abilio esteve na Praça da Mandioca acompanhado do secretário municipal José Portocarrero, onde anunciou um pacote de intervenções para revitalizar a região central. A proposta, segundo ele, é recuperar espaços históricos sem perder a identidade arquitetônica, mas adaptando os imóveis para usos atuais.

Entre as medidas, está o fechamento da Travessa Aníbal de Toledo, que liga a Praça da Mandioca à Avenida Mato Grosso, para funcionamento como calçadão no período noturno. A via ficará interditada diariamente das 20h às 3h, permitindo que bares, restaurantes e frequentadores utilizem o espaço de forma ampliada.

Além disso, o prefeito mencionou a possibilidade de desapropriação de imóveis estratégicos para o projeto de requalificação urbana e defendeu intervenções técnicas com reaproveitamento de estruturas existentes. “Dá para aproveitar muita coisa, mas precisa de equipe que saiba fazer sem destruir. A ideia é segurar, restaurar e integrar ao novo”, afirmou.

As ações começam com o projeto piloto do calçadão, que será avaliado nos próximos dias com apoio de comerciantes da região. A gestão municipal aposta que as mudanças podem fortalecer a Praça da Mandioca como polo cultural, gastronômico e turístico, incentivando a ocupação do Centro Histórico no período noturno.

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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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