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Prefeitura inicia ação para preservar fachada da antiga Gráfica Pepe em Cuiabá

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano deu início, neste sábado (21), ao trabalho preventivo para preservação da fachada do imóvel na Rua Ricardo Franco, conhecido como da Gráfica Pepe. A primeira parte do trabalho consiste na retirada das telhas remanescentes do imóvel, que pesam para o que resta da estrutura. No início da semana, as equipes darão continuidade visando manter o legado histórico do local, com outras intervenções.

O processo é delicado, e o trabalho consiste em estabilizar a estrutura, dar segurança ao local para não perder a fachada, que é o que restou do imóvel.

“Hoje estamos em uma força tarefa onde todos se envolveram para apoiar, como a Energisa, para isolar a região para que os guindastes possam fazer a remoção de uma parte do telhado que coloca em risco toda a fachada. Estamos utilizando o equipamento para tirar telha a telha para deixar o telhado vazio, sem ocupação, para ficar a parede da Gráfica Pepe ficar toda isolada. A retirada da telha é o primeiro passo da execução, e na semana que vem daremos sequência colocando os pilares na frente da estrutura para que ela consiga ficar alinhada e depois sim, vem o projeto de recuperação da estrutura”, explicou o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Botura Portocarrero.

Portocarrero, que também é arquiteto e urbanista, reconhece que se trata de uma construção, como todo o centro histórico, que tem uma importância muito relevante na história. “Esta, em especial, é uma das poucas edificações que tem dois pavimentos, então, esse aspecto dela é fundamental”, frisou.

O historiador e coordenador do Museu da Imagem e do Som (Misc), Francisco das Chagas Rocha, entre as pessoas que acompanhavam o trabalho, destacou a importância da iniciativa da gestão. “A preservação desse patrimônio pela Prefeitura de Cuiabá é fundamental, para manter a história da cidade e garantir sua conservação para as futuras gerações”.

Lembrou se tratar de uma construção datada do início do século XX, por volta de 1900, enquanto a outra parte, onde funcionava a tipografia (Gráfica), é do século XIX. “No passado, quando o senador Generoso Ponce residiu no local, havia ali uma construção em estilo colonial. Posteriormente, Abelino Antônio de Siqueira realizou modificações, acrescentando elementos decorativos como balaústres. A parte dos fundos foi construída pelos irmãos Sardi, construtores italianos responsáveis por diversas obras, incluindo o Tesouro do Estado, e por introduzir em Cuiabá a técnica de construção com tijolos aparentes. É uma riqueza histórica”, pontuou.

A ação é acompanhada pelo Iphan, e conta com o apoio das Secretarias Municipais de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, de Defesa Civil, de Infraestrutura e Obras, Limpurb e Energisa.

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Cuiabá

Ilde nega articulação de compra de voto em VG e diz que buscas não o ligaram a irregularidades

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Vereador eleito presidente da Câmara de Cuiabá diz que colaborou com o Gaeco, nega participação em negociações ilegais e afirma que agentes levaram apenas seu celular durante operação.

O vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028, negou envolvimento em supostas articulações ilegais relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. A manifestação ocorreu após o parlamentar ser alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo Ilde, os agentes não encontraram materiais que, na avaliação dele, indiquem participação em irregularidades. O vereador afirmou que recebeu as autoridades com tranquilidade e colaborou com o cumprimento da ordem judicial.

Em declarações à imprensa, o parlamentar disse que os investigadores levaram apenas seu aparelho celular. Ele também confirmou que participou de um almoço com vereadores de Várzea Grande antes da eleição da Mesa Diretora, mas sustentou que o encontro teve caráter de confraternização, sem discussões sobre articulações políticas ou negociação de votos. <Cite refs={[“turn294942search2″,”turn294942search3”]}/>

Defesa nega participação em articulações ilegais

Em nota assinada pelo advogado Eduardo Mahon, Ilde afirmou que não tem relação com negociações ilegais envolvendo a escolha da direção do Legislativo várzea-grandense.

A defesa informou ainda que o vereador não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo, e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O parlamentar pretende continuar exercendo normalmente suas atividades legislativas enquanto aguarda o avanço das investigações.

Operação apura suspeitas de corrupção

A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e cooptação de agentes públicos relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

A ação incluiu mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Ilde e o vereador cuiabano Alex Rodrigues estão entre os parlamentares da Capital alcançados pelas diligências. <Cite refs={[“turn294942search1″,”turn294942search4”]}/>

O caso ganhou repercussão diante das suspeitas de possíveis negociações políticas envolvendo a disputa pelo comando do Legislativo municipal.

Até o momento, as declarações de Ilde representam a versão apresentada pelo parlamentar e por sua defesa. O cumprimento de mandado de busca e apreensão não comprova, por si só, a prática de crime, e a investigação segue em andamento.

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