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Ananias critica decisão do STF sobre Jair Bolsonaro: “prisão domiciliar com data marcada”

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 O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes que autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar pelo período de 90 dias. Para o dirigente, a medida é atípica e pode gerar efeitos psicológicos negativos em razão do momento de saúde enfrentado pelo ex-chefe do Executivo.

Na avaliação do líder partidário, a legislação penal brasileira não prevê a fixação prévia de prazo para esse tipo de benefício. Ele defende que a domiciliar poderia ser concedida sem limite temporal, com possibilidade de revogação caso houvesse descumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça. “Nunca vi prisão domiciliar com data marcada para terminar. Isso não está previsto na legislação”, afirmou.

A decisão foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República e determina o uso de tornozeleira eletrônica. Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star para tratamento de broncopneumonia, condição que motivou o pedido da defesa pela mudança no regime de cumprimento da pena.

Ananias também declarou que a definição de um período específico para a domiciliar representa um constrangimento adicional ao ex-presidente. Segundo ele, a medida funciona como uma penalidade com duração previamente estabelecida, mesmo diante do quadro clínico apresentado.

Bolsonaro está preso no Distrito Federal desde novembro de 2025, quando teve a prisão preventiva decretada. Ele foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Internado desde o dia 13 de março, foi transferido recentemente para um quarto e a expectativa é de alta hospitalar nos próximos dias, quando deverá seguir para casa para cumprir a decisão judicial.

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Real Time: Flávio tem 52% e Lula aparece com 48% dos votos válidos

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Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20/10) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 52% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, aparece com 48%. Ambos estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, e incluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio registra 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. A diferença de três pontos configura empate técnico dentro da margem de erro.

Veja os números:

Flávio Bolsonaro (PL): 48%;
Lula (PT): 45%;
Brancos e nulos: 5%;
Não sabem ou não responderam: 2%.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem lista de candidatos, Flávio tem 47%, enquanto Lula soma 44%. Outros 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 4% não souberam responder.

O levantamento foi realizado entre 15 e 19 de outubro, com 2 mil eleitores de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-02952/2026.

 

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