Mato Grosso

Blairo Maggi detona “ditadura do PRD” após partido derrubar Mauro Carvalho em rasteira política

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Mato Grosso

O ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi comentou o cenário pré-eleições na noite de terça-feira (31), durante a cerimônia de posse de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ao comentar as recentes movimentações que tiraram o controle do PRD do grupo governista, Maggi não poupou críticas ao sistema de alianças e à falta de autonomia regional das siglas.

Se tem uma coisa que é uma ditadura são os partidos. O ‘dono’ do partido toma a decisão que achar melhor para ele. É ruim, mas é normal“, disparou Maggi, ao analisar as intervenções que tiraram o ex-secretário da Casa Civil Mauro Carvalho da presidência estadual do partido, conforme conveniências de cúpulas nacionais.

 

Para Maggi, o maior desafio do novo governador Otaviano Pivetta e de Mauro Mendes (União), que renunciou para disputar o Senado, não é apenas se reorganizar sem o PRD, mas a manutenção da unidade interna. Blairo foi enfático ao defender a permanência do senador Jayme Campos (União) no arco de alianças, alertando que um racha com o cacique várzea-grandense pode ser fatal para o projeto de reeleição do grupo.

 

Uma eleição com todo mundo junto já é difícil, separando fica mais complicado. Eu sou daqueles que gostaria de ter o senador Jayme junto com esse grupo. Ele é uma liderança antiga, e muito atuante“, alertou Maggi.

O cenário é complexo. Embora pertençam ao mesmo partido, Mendes já declarou que não apoiará a pré-candidatura de Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso, reafirmando sua aliança com Pivetta para a sucessão no Palácio Paiaguás.

 

Jayme, por sua vez, mantém-se como pré-candidato ao Executivo estadual, criando um impasse dentro da legenda e pulverizando os votos entre os aliados.

A mudança repentina no comando do PRD caiu como uma ducha de água fria no Palácio Paiaguás. O que era planejado para ser o “exército reserva” de Pivetta e Mauro, agora virou um problema. Nos corredores da Assembleia Legislativa, os rumores são de que a “tomada” da sigla teria sido articulada por setores da oposição ligados ao PL, visando isolar o União Brasil e o Republicanos na disputa.

Se os boatos de que a legenda agora servirá de palanque para adversários se confirmarem, Pivetta perde um braço importante de capilaridade no interior. O comentário geral é que o grupo governista pode ter subestimado a força das “canetadas” vindas de Brasília. Agora, a missão, seguindo a lógica de Blairo, é pacificar o União Brasil e evitar que o impasse com Jayme sangre ainda mais o arco de alianças. O jogo de 2026 começou bruto em Mato Grosso.

Cenário nacional

Sobre a polarização entre Lula e Bolsonaro, Maggi confirmou apoio à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD), mas evitou palanque presidencial. Como empresário, ressaltou a necessidade de transitar entre os polos.

Já assumi os riscos que precisava. Agora, vou me conduzir dentro dos âmbitos de aliança, mas sem fazer campanha direta“, concluiu.

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Cuiabá

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/justica-suspende-despejo-de-familias-em-cuiaba-apos-agravo-da-prefeitura

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