Opinião
Uma história de democracia e desenvolvimento: o PSDB e o legado de Dante de Oliveira
Opinião
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ocupa um lugar de destaque na história recente do Brasil. Fundado em 1988, em meio ao processo de redemocratização, o partido nasceu com a proposta de construir um novo caminho político, baseado no equilíbrio entre desenvolvimento econômico, justiça social e fortalecimento das instituições democráticas.
A criação do PSDB ocorreu a partir de uma dissidência do PMDB, reunindo lideranças que defendiam uma atuação política mais moderna, ética e comprometida com reformas estruturantes. Entre seus principais fundadores estão Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, nomes que marcaram profundamente a política nacional.
Consolidação e protagonismo no Brasil
O PSDB alcançou projeção nacional ao assumir a Presidência da República com Fernando Henrique Cardoso, eleito em 1994 e reeleito em 1998. Seu governo foi responsável por transformações estruturais que impactaram diretamente a vida dos brasileiros.
A estabilização econômica promovida pelo Plano Real representou um marco na história do país, ao controlar a hiperinflação e restabelecer o poder de compra da população. Paralelamente, foram implementadas políticas de responsabilidade fiscal, modernização do Estado e ampliação de programas sociais, consolidando uma agenda de desenvolvimento com estabilidade.
Mesmo após deixar o governo federal, o PSDB manteve relevância no cenário político, atuando como uma das principais forças de oposição e exercendo papel importante nos debates nacionais.
A construção do PSDB em Mato Grosso
Em Mato Grosso, o PSDB desenvolveu uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento regional e pela defesa da democracia. O partido consolidou sua presença no estado a partir de lideranças que contribuíram decisivamente para o fortalecimento institucional e o avanço das políticas públicas.
Nesse contexto, destaca-se a figura de Dante de Oliveira, um dos maiores símbolos da política mato-grossense e nacional.

Dante de Oliveira: símbolo da democracia e do desenvolvimento
A trajetória de Dante de Oliveira se confunde com momentos decisivos da história do Brasil. Como autor da proposta de emenda constitucional que ficou conhecida como Emenda Dante de Oliveira, ele se tornou um dos principais nomes do movimento Diretas Já, que mobilizou milhões de brasileiros na luta pelo direito de eleger diretamente o presidente da República.
Embora a emenda não tenha sido aprovada à época, sua iniciativa teve papel fundamental no processo de redemocratização do país, consolidando seu nome como símbolo da luta democrática.
No âmbito estadual, Dante de Oliveira exerceu o cargo de governador de Mato Grosso por dois mandatos, entre 1995 e 2002. Sua gestão foi marcada por investimentos em infraestrutura, reorganização administrativa e políticas voltadas ao crescimento sustentável do estado. Sob sua liderança, Mato Grosso avançou em diversas áreas, consolidando bases importantes para seu desenvolvimento econômico.
Mais do que gestor, Dante deixou um legado político pautado na ética, no compromisso público e na defesa das instituições — valores que permanecem como referência para o PSDB no estado.
Presença e desafios contemporâneos
Ao longo dos anos, o PSDB manteve participação ativa na vida política de Mato Grosso, contribuindo com debates, projetos e iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional. O partido acompanhou as transformações econômicas do estado, especialmente o fortalecimento do agronegócio, sem perder de vista a importância de investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Nos últimos anos, no entanto, o PSDB, tanto em nível nacional quanto estadual, passou a enfrentar novos desafios, como a reconfiguração do cenário político, o surgimento de novas forças partidárias e a intensificação da polarização ideológica.
Diante desse contexto, o partido busca se reposicionar, reafirmando seus princípios históricos e investindo na formação de novas lideranças, sem abrir mão de sua identidade social-democrata.
A história do PSDB é parte fundamental da construção democrática e econômica do Brasil contemporâneo. Em Mato Grosso, essa trajetória ganha um significado ainda mais profundo com o legado de Dante de Oliveira, cuja atuação transcende o tempo e permanece como referência de compromisso com a democracia e o desenvolvimento.
Ao revisitar sua história, o PSDB reafirma não apenas seu papel no passado, mas também sua disposição em contribuir com o futuro — mantendo vivos os valores que orientaram sua fundação e que continuam a inspirar sua atuação política.
Opinião
Biocombustíveis: o Antídoto Brasileiro frente à Crise Energética Global
A história mostra que grandes crises energéticas costumam abrir caminhos para mudanças estruturais. Foi assim na década de 1970, quando o Brasil, pressionado pelo choque do petróleo, criou o Pró-Álcool e deu início a uma das cadeias produtivas mais eficientes do mundo. Agora, diante das incertezas no tabuleiro geopolítico e de uma nova escalada global dos combustíveis fósseis, o Brasil se encontra em uma posição singular, com a oportunidade de ampliar, avançar e consolidar uma maior participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional.
O mundo vive um cenário de instabilidade energética. Enquanto os tambores de guerra ecoam no Oriente Médio e as tensões escalam em regiões vitais para o suprimento de energia, o preço do barril de petróleo voltou a assombrar as economias globais, superando os US$ 100, impulsionado pelo risco de interrupções no fornecimento global. Isso impacta diretamente o custo do diesel, do transporte, dos fertilizantes e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva.
No Brasil, esse efeito já é sentido no campo. O diesel mais caro pressiona o frete, encarece a produção, diminui a margem e reduz a competitividade. Mas, ao contrário de muitos países, temos uma vantagem estratégica clara, que ameniza estes impactos e pode ganhar muito mais protagonismo, passando a ser um verdadeiro triunfo contra a volatilidade do mercado internacional: os biocombustíveis.
Esse não é um ativo trivial. É, hoje, um diferencial competitivo e um escudo econômico.
O Brasil construiu, ao longo de décadas, com visão e persistência, a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo. Dispomos de matéria prima abundante, integração da cadeia produtiva, alta tecnologia de processamento e capacidade de escala como poucos países, sendo ambientalmente mais responsáveis, despontando ainda na vanguarda da descarbonização.
O etanol e o biodiesel, por exemplo, deixaram de ser apostas para se tornarem pilares da matriz energética nacional, com misturas obrigatórias entre as mais significativas do planeta. Além disso, a maior parte da frota nacional está preparada para utilizar diferentes combinações de combustíveis, o que dá flexibilidade ao sistema. Contudo, precisamos avançar muito mais para não sermos vítimas da subutilização do nosso potencial.
Mato Grosso é um exemplo claro disso. O estado é líder na produção de grãos e maior produtor de etanol de milho do País. Para se ter uma ideia, na produção total de etanol, saímos de 2,44 bilhões de litros na safra 19/20 – com equilíbrio de produção de etanol de cana de açúcar e de milho e devemos alcançar na safra 26/27, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) cerca de 8,44 bilhões de litros, sendo 86% desse montante oriundo da produção de etanol de milho, o que representa um aumento exponencial de 500% somente deste produto, no período. Nesse ínterim, o estado também praticamente dobrou sua produção de biodiesel, alcançando um recorde de 2,30 bilhões de litros em 2025, consolidando-se como segundo maior produtor do Brasil. Ou seja, temos matéria-prima, escala e tecnologia para ampliar ainda mais nossa participação na matriz energética nacional. O que falta, portanto, não é capacidade produtiva, mas decisão política.
Nesse contexto, a necessidade da ampliação agora da mistura de biodiesel ao diesel para 20% – o chamado B20 e do etanol na gasolina para 35% (E35), deixa de ser apenas uma agenda setorial e passa a ser uma decisão estratégica de Estado. Elevar a mistura de biocombustíveis aos combustíveis fósseis é uma medida concreta, de impacto imediato. Isso reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, protege a economia das oscilações internacionais e ainda fortalece a cadeia produtiva nacional, gerando emprego e renda, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento regional.
Diante de um cenário internacional marcado por incertezas, o Brasil não pode hesitar. Ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética não é apenas desejável — é necessário. Sem contar que neste momento, por exemplo, o preço do óleo diesel A S10 importado está em R$ 6,40/litro, valor mais alto que o biodiesel, comercializado a R$ 5,15/litro, segundo dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que reafirma mais um benefício direto, com redução do valor final para o consumidor. Ou seja, precisamos fazer escolhas que fortaleçam a produção interna, reduzam as nossas vulnerabilidades, protejam o consumidor e reafirmem a autonomia do país em um mundo cada vez mais volátil.
Se há uma lição a ser tirada da atual crise energética global é que: depender excessivamente de fontes externas e concentradas de energia é um risco estratégico.
Nosso país é um gigante energético que ainda não despertou completamente para o seu próprio potencial. Temos todas as condições de estabelecer alternativas reais ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional. O que falta é transformar isso em política de Estado, com previsibilidade e regulamentação, que garantam segurança aos investimentos para ampliação da capacidade produtiva com confiança e estabilidade.
O futuro da energia está sendo disputado agora. E, graças à sua trajetória, o Brasil já saiu na frente nesta competição. Temos o remédio nas mãos. Temos biocombustíveis. É hora de usar essa vantagem estratégica para proteger nossa economia e mostrar que o futuro, além de verde, é produzido em solo brasileiro!
• Por: Cidinho Santos, ex-senador por MT, empresário do agronegócio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações
-
Entretenimento5 dias atrásEXPONÁPOLIS 2026 é lançada com grande programação, entrada gratuita e etapa do campeonato de rodeio da Arena Dreams
-
Mato Grosso2 dias atrásDr. João dá início a capacitação inédita sobre hanseníase para agentes de saúde na ALMT
-
Cuiabá6 dias atrásIlde convida Dilemário para chapa e diz que falta apenas um nome para fechar disputa
-
Cuiabá2 dias atrásAbilio propõe empréstimo de R$ 111,6 milhões por 10 anos
-
Polícia6 dias atrásAssassino confesso nega intenção de matar jovem asfixiada: “estava virado dois dias”
-
Mato Grosso5 dias atrásCidinho Santos anuncia vinda de Flávio Bolsonaro à Norte Show no dia 22
-
Mato Grosso5 dias atrásAMM lança podcast sobre gestão municipal e políticas públicas
-
Coluna VIP MT1 dia atrásAniversario de Cuiabá 307 anos





