Mato Grosso
José Medeiros propõe aplicativo para consulta de antecedentes e prevenção à violência contra a mulher
Mato Grosso
Mecanismo dá às mulheres acesso rápido ao histórico criminal de parceiros
O deputado federal José Medeiros (PL) apresentou o Projeto de Lei nº 1641/2026, que propõe a criação de um aplicativo nacional para consulta de antecedentes criminais com foco na proteção da mulher.
A proposta prevê o desenvolvimento de uma plataforma digital oficial que permitirá acesso rápido e seguro a informações públicas sobre condenações por crimes como violência doméstica, estupro e outros delitos relacionados à integridade da mulher, além de dados sobre medidas protetivas em vigor.
Segundo o parlamentar, a iniciativa surge da dificuldade atual de acesso a essas informações. Ele argumenta ainda que a proposta não representa violação de privacidade, mas sim o uso de dados já disponíveis de forma mais acessível.
“Hoje essas informações até são públicas, mas elas estão espalhadas, escondidas, muito difíceis de acessar. Não é invasão de privacidade, é simplesmente usar a informação que já é pública para se proteger de tudo isso que vem acontecendo contra as mulheres”, destacou.
De acordo com o projeto, o aplicativo será vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e integrará bases de dados de órgãos como o Judiciário, o Ministério Público e as forças policiais. A ferramenta também deverá incluir botão de emergência, acesso a canais de denúncia e orientações de prevenção.
O deputado também ressaltou o caráter preventivo da medida, afirmando que o aplicativo pode ajudar mulheres a tomar decisões com mais segurança antes de se envolverem em relacionamentos.
“Os índices de violência contra a mulher estão muito altos. Esse projeto previne e dá às mulheres uma ferramenta muito importante para tomar decisões com mais segurança. Com certeza, vai salvar muitas vidas”, justificou.
O texto ainda estabelece que apenas informações públicas e juridicamente autorizadas poderão ser consultadas, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a presunção de inocência.
Mato Grosso
UNICAST Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá
*UNICAST*
*Amamentação exige aprendizado e rede de apoio, destaca pediatra da Unimed Cuiabá*
Pediatra e neonatologista, Elibene Junqueira esclarece dúvidas sobre colostro, pega correta, retorno ao trabalho e benefícios do leite materno para mães e bebês
O sucesso da amamentação não depende apenas da mãe: exige aprendizado, orientação profissional e uma rede de apoio preparada para acolher a família. Esse é um dos pontos destacados pela pediatra e neonatologista Elibene de Almeida Orro Junqueira, da Unimed Cuiabá, em entrevista ao Unicast, o podcast da Cooperativa, sobre os desafios e benefícios do aleitamento materno.
Com mais de 30 anos de experiência na pediatria, a médica explica que amamentar é uma habilidade desenvolvida pela mãe e pelo bebê, especialmente nos primeiros dias de vida. As mudanças hormonais do pós-parto e a adaptação à nova rotina podem gerar insegurança, tornando o acompanhamento profissional ainda mais importante.
“A gente pensa erroneamente que tanto a mãe quanto o bebê já sabem o que fazer. Na realidade, tanto a mãe quanto o bebê têm que aprender”, afirma.
A especialista destacou a importância da chamada “hora de ouro”, que é a primeira hora, após o nascimento. Quando o bebê apresenta boa vitalidade e não precisa de intervenções imediatas, o contato pele a pele favorece o vínculo afetivo e estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado à ejeção do leite.
Elibene também ressalta o papel do colostro, primeiro leite produzido após o parto, rico em componentes imunológicos que ajudam a proteger o recém-nascido. Para bebês prematuros ou internados em UTI Neonatal, o leite materno tem papel ainda mais importante. Conforme a condição clínica, a equipe pode orientar a ordenha e administrar pequenas quantidades de colostro diretamente na boca do bebê, prática conhecida como colostroterapia.
Segundo a pediatra, a composição do leite materno se adapta às necessidades de cada criança, inclusive dos prematuros, fornecendo nutrientes e fatores de proteção essenciais ao desenvolvimento.
*Dor durante a amamentação merece atenção*
A pega correta é fundamental para evitar dores e fissuras nos mamilos. Elibene explica que o bebê deve abocanhar boa parte da aréola, e não apenas o bico do peito, para retirar o leite adequadamente.
“A regra de ouro é: pega adequada é aquela que não dói. Se doeu, está errado”, orienta a pediatra.
A médica também esclarece que o tamanho das mamas não determina a quantidade de leite produzida. A produção é estimulada pela sucção do bebê, e a amamentação em livre demanda ajuda a regular esse processo.
Elibene relata que frequentemente encontra mães com dúvidas sobre choro, perda de peso e a impressão de que o leite é insuficiente. Ela explica que a perda de peso nos primeiros dias pode fazer parte da adaptação fisiológica do recém-nascido, mas a avaliação pediátrica é fundamental para acompanhar o peso e verificar se a alimentação está adequada.
Introdução alimentar e retorno ao trabalho
A pediatra ressalta que o leite materno fornece a hidratação necessária durante os primeiros seis meses. Por isso, no aleitamento materno exclusivo, não é preciso oferecer água, chás ou sucos, mesmo em regiões quentes como Cuiabá.
A recomendação é manter o aleitamento exclusivo até os seis meses e, depois, introduzir outros alimentos com orientação profissional, continuando a amamentação até os dois anos ou mais. A especialista também alerta para o uso de chupetas e mamadeiras, que podem interferir na amamentação, e ressalta que fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas quando houver indicação profissional.
O retorno ao trabalho é outro desafio discutido no podcast. Com planejamento, ordenha e armazenamento adequado do leite, a mãe pode manter o aleitamento durante esse período. A organização da rotina e o conhecimento dos direitos relacionados às pausas para amamentação também ajudam nessa transição.
*Benefícios para a mãe*
Além de contribuir para a nutrição e a proteção do bebê, a amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama e de ovário. Também favorece a recuperação pós-parto, auxiliando na involução uterina e contribuindo para reduzir o risco de hemorragia.
Elibene reforça a importância de a rede de apoio ajudar nas tarefas domésticas e oferecer suporte à mãe, permitindo que os pais se dediquem ao vínculo com o filho.
“A rede de apoio existe não para cuidar do bebê no lugar dos pais, mas para cuidar da mãe e dos afazeres da casa, permitindo que a mãe e o pai se dediquem a criar esse vínculo inestimável com o filho. O leite materno são gotas de amor e de vida”, conclui.
Assista completo pelo link: https://youtu.be/wLQUAd1Yq4Q
-
Opinião4 dias atrásAssistência social, habitação e oportunidades: uma agenda para enfrentar a pobreza
-
Polícia6 dias atrásPC mira facção criminosa que promovia treinamento armado para seus integrantes em MT
-
OAB6 dias atrásOAB-MT se reúne com Governo e requer prioridade na conclusão da reforma de parlatórios no Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde
-
Várzea Grande3 dias atrásCâncer do colo do útero pode evoluir silenciosamente e médica de Várzea Grande alerta para importância do exame preventivo
-
Várzea Grande4 dias atrásMutirão de exames na FEB Saúde autoriza mais de 150 procedimentos e reforça cuidado com a saúde da mulher
-
Cuiabá4 dias atrásEducação Especial Inclusiva reúne 150 profissionais para compartilhar práticas e planejar ações para 2027
-
Polícia7 dias atrásVídeo mostra adolescente sendo perseguido e morto a facadas após briga em bar de MT
-
Mato Grosso5 dias atrásProdutor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro












