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Meirelles e Mourão defendem ajuste fiscal e agroindustrialização como caminho para o Brasil

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*Meirelles e Mourão defendem ajuste fiscal e agroindustrialização como caminho para o Brasil*
Evento do LIDE MT, reuniu lideranças políticas e empresariais e lotou auditório em Cuiabá

Culture Comunicação | Assessoria LIDE MT

“Não há como neutralizar uma crise global dessa magnitude, mas é possível reduzir seus efeitos e avançar no longo prazo.” A avaliação do ex-ministro Henrique Meirelles pautou o painel “O Futuro Econômico do Brasil no Cenário Global”, durante o Fórum Economia e Desenvolvimento Institucional, realizado pelo LIDE Mato Grosso, em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Realizado no dia 14 de abril, em Cuiabá, o evento reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir os efeitos das tensões internacionais sobre a economia brasileira e mato-grossense.
Segundo Meirelles, conflitos e disputas comerciais pressionam preços e cadeias produtivas, mas também ampliam a demanda por produtos brasileiros, especialmente do agronegócio. A resposta, afirmou, passa pela agroindustrialização. “Exportar com algum nível de processamento é a solução de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade”, disse.

O senador Hamilton Mourão concentrou a análise nos entraves internos e defendeu uma reorganização institucional como base para o crescimento. Para ele, o país enfrenta dificuldades em avançar em reformas e consolidar uma agenda econômica consistente.

“É necessário reorganizar o país institucionalmente. Ninguém pode estar acima da lei”, afirmou.
Mourão também destacou a necessidade de ajuste fiscal e liderança estratégica. “Sem revisão de despesas e acompanhamento da execução, não há resultado. Não há mágica”, disse.

O papel do agronegócio nesse cenário apareceu como eixo central das discussões. Ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues destacou a transformação do Cerrado em uma das principais regiões produtoras do mundo e afirmou que o setor deve sustentar o protagonismo brasileiro. “Não há paz sem comida e sem energia”, disse.

Ex-ministro, Aldo Rebelo defendeu o equilíbrio entre produção e preservação ambiental, com foco no Pantanal. Segundo ele, a atividade econômica pode coexistir com a conservação, desde que baseada em planejamento. “Ninguém precisa abrir mão de produzir para preservar, nem o contrário”, afirmou.

Presidente do LIDE Bélgica, Carlo Pereira alertou para a baixa presença brasileira nos centros de decisão global. Segundo ele, o país precisa ocupar esses espaços para defender interesses estratégicos, especialmente em áreas como energia, alimentos e mineração. “Falam de nós nas mesas decisórias, mas nem sempre estamos lá”, disse.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta afirmou que o evento amplia o acesso a informações estratégicas e contribui para o planejamento de longo prazo no estado. “Mato Grosso não é problema, é solução para o Brasil”, disse.

O painel encerrou o evento e contou ainda com a participação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, do deputado estadual Wilson Santos e do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini.

LIDE MT

O presidente do LIDE Mato Grosso, Igor Taques, avaliou que o evento cumpriu o papel de aproximar setor produtivo e poder público. “Conectamos empresários, lideranças políticas e nomes que participaram das decisões do país para discutir diretamente com Mato Grosso o futuro da economia”, afirmou.
Segundo ele, a entidade mantém agenda contínua de encontros ao longo do ano, voltados ao debate de temas estratégicos para o desenvolvimento econômico e institucional.

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Mauro Mendes elogia Manciolli para Casa Civil e diz que Pivetta deve ter liberdade para trocar secretários

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O senador eleito Mauro Mendes (União) elogiou a escolha do governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para o comando da Casa Civil de Mato Grosso. O empresário Eduardo Manciolli foi anunciado para a função na última terça-feira (13) e, na avaliação do ex-governador, poderá contribuir com uma das principais atribuições da pasta: a articulação política do Executivo estadual.

Mauro afirmou que conhece Manciolli e avaliou positivamente a indicação. “Eu conheço o Manciolli, com certeza é um bom nome, e vai ajudá-lo na articulação, que é o papel importante da Casa Civil”, declarou.

 

 

 

Além de comentar a escolha para a secretaria, o ex-governador defendeu que Pivetta tenha autonomia para montar a própria equipe de governo. Para Mauro, a decisão sobre a permanência de secretários e a eventual substituição de integrantes do primeiro escalão deve caber ao novo chefe do Executivo, sem interferências que limitem sua capacidade de definir os rumos da gestão.

Mauro compara escolha de equipe à própria gestão

Ao defender a liberdade de Pivetta para reorganizar o secretariado, Mauro recorreu à experiência que teve à frente do Palácio Paiaguás. Segundo ele, durante sua gestão, teve autonomia para escolher os integrantes da equipe e considera que o sucessor deve contar com a mesma prerrogativa.

“Eu defendo que o governador tenha autonomia, como eu tive para escolher o seu secretariado. Eu tive essa autonomia, escolhi quem eu quis, ele tem o direito de escolher quem ele quer para ficar, para continuar, para mudar”, afirmou.

Mauro acrescentou que exerceu esse direito durante o mandato e que Pivetta deve ter liberdade para promover as mudanças que considerar necessárias. A declaração reforça a posição do ex-governador de que cabe ao novo chefe do Executivo definir a composição administrativa de acordo com as prioridades de sua gestão.

 

“Eu exerci esse direito e ele tem toda a liberdade para fazer as escolhas que ele julgar melhor para mudar a equipe dele”, completou.

Manciolli assume função de articulação política

À frente da Casa Civil, Eduardo Manciolli terá entre as principais responsabilidades a articulação do governo estadual com os demais Poderes e instituições, além da coordenação do diálogo entre as secretarias. A pasta ocupa uma posição estratégica na interlocução política e administrativa do Executivo.

Antes do anúncio, a Casa Civil era comandada por Adjaime Ramos, que retorna à função de secretário adjunto de Relações Políticas. A mudança faz parte da reorganização da equipe de Pivetta, que assumiu o governo estadual após a saída de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado.

Fonte Olhar Direto

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