Mato Grosso
Apenas 5 de 12 unidades do Samu funcionam, afirma sindicato
Mato Grosso
A crise no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso mobilizou a Assembleia Legislativa de mato Grosso (ALMT), que intensificou a cobrança por respostas do governo estadual e convocou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, para prestar esclarecimentos. A situação, considerada crítica por parlamentares, envolve a redução de equipes, com a exoneração de 56 servidores contratados, ambulâncias paradas e risco direto à população.
Nesta quarta-feira (15), durante a sessão ordinária, o presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), falou a jornalistas que irá encaminhar oficialmente as denúncias à Casa Civil e reforçou que o Parlamento não se omitirá diante da gravidade do cenário.
“Recebemos essa denúncia, já encaminhamos à Comissão de Saúde e também vamos comunicar oficialmente à Casa Civil, por meio de ofício e em plenário. Não podemos deixar de agir diante de uma situação como essa”, declarou Russi, após conversa com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma/MT), Carlos Mesquita de Magalhães e servidores do Samu, no Salão Negro da Casa de Leis.
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social formalizou a convocação do secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, que deverá comparecer à ALMT na próxima quarta-feira (22), às 8 horas.
Hoje, o presidente do Sisma alertou sobre o cenário crítico do Samu, afirmando que das 12 unidades existentes, apenas cinco estão em funcionamento.
“Neste momento, das 12 unidades do Samu, apenas cinco estão operando. Em Várzea Grande, das quatro bases, só uma funciona. A população está desassistida”, alertou.
Segundo ele, diversas regiões estão sem cobertura, incluindo bairros de Cuiabá e Várzea Grande.
“Tem ambulância parada do Centro, do Parque Ohara, Pedra 90, São João Del Rei, entre outras localidades. Em Várzea Grande, regiões como Cristo Rei também estão sem atendimento. Isso é muito grave”, disse Magalhães.
Também criticou a postura da Secretaria de Estado de Saúde, especialmente pela ausência do titular da pasta em discussões com a Comissão de Saúde da ALMT.
“O secretário foi convidado e não compareceu. Agora foi convocado para a próxima quarta-feira, mas a população não pode esperar. Vidas estão em risco. Quando se diz que a saída de profissionais não faz falta, isso demonstra falta de sensibilidade. São 56 pessoas que estiveram na linha de frente durante a pandemia e perderam seus empregos”, pontuou o sindicalista, ao acrescentar que não querem privilégio, mas trabalhar.
A crise provocou reação em bloco de deputados estaduais, que reforçaram a necessidade de recompor equipes, garantir estrutura e evitar a descontinuidade de um serviço essencial.
O deputado Paulo Araújo (Republicanos), titular da comissão de saúde cobrou a prorrogação do concurso público da saúde e a convocação dos aprovados, criticando o fato de mais de 50% do quadro da SES/MT ser composto por contratados.
“O trabalho dos servidores do Samu é classificado como um dos mais bem avaliados do estado, então temos o compromisso de não permitir redução de serviços, mas sim sua ampliação para continuar salvando vidas em Mato Grosso”, disse Araújo.
Médico, o deputado Lúdio Cabral (PT) classificou a situação como “gravíssima”, destacando o risco imediato à população em casos de urgência. Ele lembrou ainda que o alerta foi feito desde março, quando defendeu a renovação do contrato dos 56 profissionais, e reforçou que a convocação do secretário deve trazer respostas concretas.
Já o deputado Dr. João (MDB) e a deputada Janaína Riva (MDB) cobraram a valorização dos profissionais da saúde e criticou qualquer tentativa de desestruturação do Samu.
“Não podemos permitir que um serviço essencial como o Samu seja desestruturado. Estamos falando de equipes qualificadas, que salvam vidas todos os dias, e hoje já temos sete unidades fora de operação. Isso coloca a população em risco e exige sensibilidade do governo para ouvir os profissionais e a sociedade”, defendeu Janaina.
Mato Grosso
Otaviano Pivetta anuncia estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou, na tarde desta quarta-feira (21), um estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina.
O chefe do executivo estadual afirmou que uma equipe de dez servidores de carreira trabalha na elaboração das medidas, que deverão ser apresentadas até o fim da próxima semana.
Entre os integrantes do grupo está a vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil), que participa diretamente das discussões sobre a reestruturação administrativa. Gisela atualmente está lotada como assessora especial da Csa Civil.
Segundo o governador, o plano contemplará redução de gastos, contenção de despesas, modernização dos sistemas e simplificação dos processos de transferência de recursos aos municípios . A intenção é diminuir o peso do Estado sobre o contribuinte e tornar a gestão mais eficiente.
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