Mato Grosso

Abilio propõe multa de R$ 100 mil e perda de alvará para eventos que incentivem violência contra a mulher

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), enviou nesta quinta-feira (16) à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê multa de até R$ 100 mil, suspensão e até cassação de alvará para estabelecimentos e eventos que fizerem apologia ou incitarem violência contra a mulher na capital. A decisão ocorre após a repercussão de um vídeo publicado nas redes sociais do “MC Mestrão”, de Cuiabá, no qual o próprio cantor aparece pisando na cabeça de uma mulher que está deitada no chão.

A proposta foi encaminhada em regime de urgência e estabelece medidas administrativas para bares, restaurantes, casas de show e eventos abertos ao público, dentro do exercício do poder de polícia do município, com foco na prevenção e repressão desse tipo de conduta.

Pelo texto, ficam proibidas manifestações que incentivem ou façam apologia à violência contra a mulher, incluindo agressões físicas, psicológicas, sexuais ou morais. O projeto também alcança situações em que haja promoção de práticas criminosas, como facções e tráfico, quando essas condutas estiverem associadas à normalização ou estímulo à violência contra mulheres. A proposta ainda ressalta que a caracterização dessas infrações deve ser objetiva, ou seja, quando houver manifestação clara e inequívoca, evitando interpretações subjetivas.

Caso a irregularidade seja constatada durante eventos ou atividades, a prefeitura poderá determinar a cessação imediata da conduta, adotar medidas para preservar a ordem pública e até interditar o local ou o evento em situações de risco. Além disso, os responsáveis pelos estabelecimentos passam a ter a obrigação de garantir um ambiente seguro, impedir esse tipo de prática e cumprir as determinações da fiscalização municipal.

As penalidades previstas incluem advertência, multa que varia de R$ 5 mil a R$ 100 mil — podendo dobrar em caso de reincidência —, suspensão do alvará, cassação da licença e até impedimento de obter nova autorização por até dois anos em casos considerados mais graves. A aplicação das sanções deverá levar em conta critérios como a gravidade da infração, o dano causado, a reincidência e a capacidade econômica do infrator.

O projeto também garante o direito ao contraditório e à ampla defesa aos responsáveis e prevê que a fiscalização será feita por órgãos municipais, com possibilidade de apoio das forças de segurança. Caso seja aprovado, o Executivo terá prazo de até 90 dias para regulamentar a lei e deverá promover campanhas educativas voltadas a empresários e organizadores de eventos.

Na justificativa encaminhada aos vereadores, o prefeito afirma que a proposta não tem caráter de censura, mas sim de atuação administrativa para preservar a ordem pública e combater a banalização da violência contra a mulher em ambientes de convivência coletiva.

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Mauro Mendes elogia Manciolli para Casa Civil e diz que Pivetta deve ter liberdade para trocar secretários

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O senador eleito Mauro Mendes (União) elogiou a escolha do governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para o comando da Casa Civil de Mato Grosso. O empresário Eduardo Manciolli foi anunciado para a função na última terça-feira (13) e, na avaliação do ex-governador, poderá contribuir com uma das principais atribuições da pasta: a articulação política do Executivo estadual.

Mauro afirmou que conhece Manciolli e avaliou positivamente a indicação. “Eu conheço o Manciolli, com certeza é um bom nome, e vai ajudá-lo na articulação, que é o papel importante da Casa Civil”, declarou.

 

 

 

Além de comentar a escolha para a secretaria, o ex-governador defendeu que Pivetta tenha autonomia para montar a própria equipe de governo. Para Mauro, a decisão sobre a permanência de secretários e a eventual substituição de integrantes do primeiro escalão deve caber ao novo chefe do Executivo, sem interferências que limitem sua capacidade de definir os rumos da gestão.

Mauro compara escolha de equipe à própria gestão

Ao defender a liberdade de Pivetta para reorganizar o secretariado, Mauro recorreu à experiência que teve à frente do Palácio Paiaguás. Segundo ele, durante sua gestão, teve autonomia para escolher os integrantes da equipe e considera que o sucessor deve contar com a mesma prerrogativa.

“Eu defendo que o governador tenha autonomia, como eu tive para escolher o seu secretariado. Eu tive essa autonomia, escolhi quem eu quis, ele tem o direito de escolher quem ele quer para ficar, para continuar, para mudar”, afirmou.

Mauro acrescentou que exerceu esse direito durante o mandato e que Pivetta deve ter liberdade para promover as mudanças que considerar necessárias. A declaração reforça a posição do ex-governador de que cabe ao novo chefe do Executivo definir a composição administrativa de acordo com as prioridades de sua gestão.

 

“Eu exerci esse direito e ele tem toda a liberdade para fazer as escolhas que ele julgar melhor para mudar a equipe dele”, completou.

Manciolli assume função de articulação política

À frente da Casa Civil, Eduardo Manciolli terá entre as principais responsabilidades a articulação do governo estadual com os demais Poderes e instituições, além da coordenação do diálogo entre as secretarias. A pasta ocupa uma posição estratégica na interlocução política e administrativa do Executivo.

Antes do anúncio, a Casa Civil era comandada por Adjaime Ramos, que retorna à função de secretário adjunto de Relações Políticas. A mudança faz parte da reorganização da equipe de Pivetta, que assumiu o governo estadual após a saída de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado.

Fonte Olhar Direto

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