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Câmara de Várzea Grande adia sessão para realizar varredura após suspeita de escutas

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A Câmara Municipal de Várzea Grande adiou a Sessão Ordinária que seria realizada nesta terça-feira (12) após solicitar uma varredura técnica nas dependências da Casa de Leis e no plenário. A inspeção será conduzida pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Contrainteligência (GECOI), às 9h.

Segundo comunicado oficial, a medida foi solicitada pela Secretaria Legislativa de Gestão e Planejamento da Câmara com o objetivo de identificar possíveis riscos ou dispositivos que possam comprometer a segurança institucional e o funcionamento das atividades legislativas.

A Câmara informou que a ação busca garantir segurança aos vereadores, servidores e à população que acompanha as sessões do Legislativo municipal. Com isso, a sessão foi remarcada para o dia 19 de maio, no mesmo horário e local.

A decisão ocorre dias após o vereador Bruno Reis (PL) registrar um boletim de ocorrência afirmando ter encontrado um suposto aparelho de escuta escondido em seu gabinete.

De acordo com o parlamentar, o objeto foi localizado na última quinta-feira (7), enquanto ele e um assessor retiravam uma bandeira fixada próxima à canaleta de um aparelho de ar-condicionado. Ao mexer na estrutura, Bruno afirmou ter encontrado um equipamento clandestino, possivelmente utilizado para captação de áudio.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador informou que o gabinete permaneceria fechado para a realização de perícia policial. Ele também afirmou que comunicaria o Ministério Público e a presidência da Câmara para adoção de medidas administrativas.

“Ficamos muito estarrecidos e muito tristes com tudo isso que vem acontecendo em nosso município”, declarou o parlamentar.

Outro episódio semelhante já havia ocorrido em março deste ano. Na ocasião, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), também relatou ter encontrado um dispositivo suspeito em seu gabinete na Prefeitura.

O equipamento passou por perícia e foi descartado a possibilidade de escuta pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), após uma varredura realizada pela Polícia Civil apontar anomalias na sala da prefeita.

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Cuiabá

Abilio Brunini vê afronta ao Congresso em decisão de Alexandre de Moraes sobre dosimetria penal

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu nesta segunda-feira, 11 de maio, à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria para redução das penas de condenados pelos atos do 8 de Janeiro. Ele classificou a medida como um “tapa na cara” de deputados e senadores.

A decisão ocorre em meio a argumentos apresentados em ações no Supremo, de que a manutenção da lei poderia incentivar novos ataques antidemocráticos. A norma, promulgada no último dia 8 pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, permite a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, mas teve sua aplicação suspensa até o julgamento definitivo da Corte.

Abilio afirmou que não vê relação entre a lei e eventuais novos ataques às instituições, diferente do que foi apontado.

Olha, o que faz ter novos ataques é a corrupção que está empreada aí no governo Lula, com escândalos do Banco Master, do INSS e tantos outros. A corrupção que cria indignação na população. Não é a Dosimetria, não é nenhuma dessas medidas. Acho que o povo está de saco cheio desse discursinho barato aí, de que foi golpe ou alguma coisa assim, porque ninguém acredita nisso mais. O que a gente acredita é que o golpe na democracia que está se dando é agora”, declarou.

“O que o Alexandre Moraes e tantos outros estão fazendo, é esse que está sendo o verdadeiro golpe na democracia, que não respeita a Constituição, não respeita o Estado Democrático de Direito, não respeita a separação dos Poderes, então esse é o verdadeiro golpe”, completou.

As contestações à lei foram apresentadas por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) pela federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa, que apontam possíveis irregularidades no processo legislativo, como o fatiamento do veto presidencial.

 

Na decisão, Moraes determinou a suspensão da lei por “segurança jurídica”. Com isso, permanecem válidas as penas já fixadas pelo STF, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até a definição final.

O ministro também deu prazo de cinco dias para que o presidente da República e o Congresso Nacional prestem informações. Em seguida, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República terão três dias para se manifestar sobre o caso. FONTE ESTADAO

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