Mato Grosso

Wanderley é reeleito na Câmara de VG e Flávia Moretti denuncia suposta fraude em documento público

Publicado em

Mato Grosso

O cenário político de Várzea Grande vive um momento de extrema tensão institucional. Nesta quinta-feira (14), o vereador Wanderley Cerqueira (MDB) conquistou sua reeleição para à presidência da Câmara Municipal em uma votação acirrada, decidida por 12 votos a 11.

No entanto, a vitória legislativa foi imediatamente ofuscada por uma denúncia criminal protocolada pela prefeita Flávia Moretti (PL) junto à Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor).

Pouco antes da consolidação do processo na Câmara, a prefeita compareceu à Deccor para formalizar uma acusação de fraude em documento público contra Cerqueira. A gestora afirma que o presidente do Legislativo teria inserido um decreto falso no sistema de protocolo da prefeitura para realizar um remanejamento orçamentário de R$ 215 mil sem a devida assinatura ou autorização do Poder Executivo.

Segundo a prefeita, o documento fraudado visava transferir recursos para a reforma do prédio da Câmara. “É uma inserção de um documento em um sistema não autorizado e não assinado pela prefeita. Eu sou vítima, e o erário público também”, declarou Moretti ao deixar a delegacia acompanhada de procuradores do município.

O episódio ganha contornos ainda mais graves com a atuação do Gaeco-MT (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que abriu um inquérito para investigar Cerqueira e outros 11 parlamentares — justamente o grupo que garantiu sua reeleição — por um suposto esquema que visaria a cassação do mandato da prefeita Flávia Moretti.

A vitória de Wanderley Cerqueira por apenas um voto de diferença (12×11) cristaliza a divisão profunda na Câmara de Vereadores. Enquanto o grupo aliado ao presidente tenta consolidar o controle do Legislativo, a prefeita sinaliza que não recuará diante do que classifica como “jogo sujo”, levando a disputa política para as esferas judicial e policial.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Medeiros pede investigação sobre vazamento de áudio de Flávio Bolsonaro

Publicados

em

Medeiros pede investigação sobre vazamento de áudio de Flávio Bolsonaro

_Deputado alerta que vazamentos seletivos comprometem a credibilidade das investigações, a validade das provas, a imparcialidade institucional e a segurança jurídica_

O deputado federal, José Medeiros (PL), apresentou um requerimento de informação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública cobrando esclarecimentos sobre um vazamento ilegal de materiais investigativos relacionados ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

No documento, Medeiros pede informações sobre áudios, documentos e elementos probatórios que foram divulgados à imprensa, mesmo estando sob sigilo judicial e investigativo. O parlamentar questiona se houve quebra da cadeia de custódia, falha no controle de acesso aos arquivos e eventual utilização seletiva de informações protegidas.

“Vazamentos ilegais de material sigiloso são tratados como ameaça institucional severa em democracias maduras. O Brasil não pode admitir qualquer percepção de utilização político-seletiva de estruturas investigativas estatais”, argumenta Medeiros no documento.

O requerimento solicita ao ministério auditorias de acesso aos sistemas, logs de download e compartilhamento dos materiais, identificação de servidores e autoridades que tiveram contato com os arquivos, além dos protocolos utilizados para a preservação do sigilo.

Medeiros também pede informações sobre eventual abertura de sindicâncias, investigações administrativas e comunicação do caso à Controladoria-Geral da União (CGU), à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Ministério Público Federal (MPF).

Outro ponto abordado pelo deputado envolve a relação entre agentes públicos e veículos de imprensa. O parlamentar quer saber se houve compartilhamento formal ou informal de material sigiloso com jornalistas e se o ministério identificou possível direcionamento político ou seletividade na divulgação das informações.

Zé Medeiros justifica ainda que o foco da iniciativa não está no conteúdo político dos áudios divulgados, mas na possível violação das garantias legais relacionadas ao sigilo investigativo e ao devido processo legal.

Segundo o parlamentar, o eventual uso seletivo de informações protegidas representa ameaça à neutralidade institucional e pode comprometer a credibilidade das investigações e das instituições públicas.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA