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Wellington Fagundes, Janaína Riva e Thiago Silva transformam show religioso em palco político e público reage

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O show do cantor gospel Fernandinho, realizado na noite desta segunda-feira (25) em Sinop, ficou marcado não pela música mas pela sequência de discursos políticos que irritou e gerou vaias do público presente.
O evento, com início previsto para as 19h, se transformou em um verdadeiro palanque eleitoral. Famílias e fiéis que esperavam uma noite de adoração foram obrigados a assistir a uma longa fila de pronunciamentos políticos que se estendeu por mais de duas horas. Às 21h20, com o público já visivelmente impaciente, ainda havia autoridades com o microfone na mão.
Entre os protagonistas da noite estavam nomes com ambições eleitorais claras para 2026: a deputada estadual Janaína Riva, apontada como pré-candidata ao Senado, e o senador Wellington Fagundes, cotado para disputar o Governo de Mato Grosso. Ambos utilizaram o palco do evento religioso para se projetar politicamente diante do público.
Mas quem concentrou as maiores críticas foi o deputado estadual Thiago Silva e por uma razão que vai além do discurso: foi ele o responsável pela destinação da emenda parlamentar que viabilizou o evento. Na prática, o dinheiro público que trouxe Fernandinho a Sinop serviu também de passaporte para que o deputado e seus aliados políticos ocupassem o palco e o microfone antes do show.

As vaias foram audíveis e vieram de quem menos se esperava num show gospel: o próprio público de fé, que não aceitou ver o espaço de adoração convertido em palanque.
O episódio acende um debate que vai além de Sinop: o uso de emendas parlamentares para financiar eventos religiosos e a instrumentalização desses espaços para promoção política é uma prática que mistura fé, dinheiro público e eleição de forma cada vez mais explícita. E desta vez, o público não ficou em silêncio.

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“Estão cerceando meu direito”, dispara Paula Calil sobre reeleição na Câmara de Cuiabá

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, elevou o tom ao comentar a possibilidade de disputar a reeleição para o comando da Casa e desafiou os vereadores a aprovarem a mudança no regimento interno que permitiria sua candidatura a um novo mandato.

Atualmente, o regimento da Câmara impede a recondução da Mesa Diretora. Para alterar a regra, Paula precisa do apoio de dois terços dos parlamentares, o equivalente a 18 dos 27 vereadores.

Em entrevista à imprensa, a presidente rebateu críticas de que estaria articulando a mudança por interesse pessoal e afirmou que o debate surgiu após pedidos de vereadores e servidores pela continuidade da atual gestão.

“Se eu sentasse na cadeira como presidente e já quisesse pautar uma alteração do regimento interno para eu poder concorrer à próxima disputa da mesa diretora, eu estaria com sede do poder. E não é isso que acontece”, declarou.

Paula também afirmou que a eventual mudança no regimento garantiria uma disputa democrática dentro da Câmara. “Por que agora eles estão cerceando um direito democrático, legal, de que eu possa concorrer à reeleição? Aprova a alteração do regimento interno dessa casa, tirando essa vedação, e vamos para a disputa”, disse.

Sem citar nomes, a presidente acusou adversários políticos de tentarem desgastar sua administração à frente do Legislativo municipal. “Faço esse desafio aos vereadores que vêm fazendo várias narrativas para desestabilizar a gestão, e isso não vai acontecer, porque eu vou continuar com a mesma serenidade e seriedade na condução dos trabalhos da casa”, afirmou.

Nos bastidores, a discussão sobre a possível mudança no regimento já movimenta grupos políticos dentro da Câmara e intensifica a disputa pela futura composição da Mesa Diretora.

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