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Traficantes ‘lavam’ R$ 200 milhões com negociação de gado em MT e são alvos da Polícia Federal

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A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (27), a Operação Rota do Fim, com o objetivo de desarticular organização criminosa infiltrada no setor da pecuária bovina no estado do Acre. O grupo, em aparente associação com organização criminosa do Rio de Janeiro, estaria envolvido no tráfico de entorpecentes e na lavagem de capitais. 

A operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil (RFB) e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Acre (GAECO/MPAC). Foram mobilizados 145 policiais federais e 10 fiscais da RFB.

As investigações tiveram início a partir de um flagrante ocorrido na cidade de Poconé/MT, em 2022, quando foram apreendidos 469 kg de cocaína e 160 g de maconha. Constatou-se, então, a existência de uma organização criminosa baseada no Acre, que se infiltrou na cadeia produtiva da carne bovina e inclui empresas fornecedoras de insumos, de processamento, de distribuição e de comercialização de produtos e subprodutos, além de leilões de gado.  

A organização criminosa movimentou no período investigado, aproximadamente, R$ 200 milhões em recursos de origem ilegal, que se misturaram a valores lícitos da cadeia econômica da carne bovina.  

Estão sendo cumpridos 6 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão nos estados do Acre, de Rondônia, do Rio Grande do Norte, do Ceará, da Paraíba e de Mato Grosso, todos expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, que também determinou o bloqueio de imóveis, de veículos, de valores e de rebanho bovino vinculado aos investigados. Até o momento, três dos alvos foram presos em razão de posse/porte ilegal de arma de fogo. 

Os investigados poderão responder judicialmente pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, de associação para o tráfico de drogas, de lavagem de dinheiro, bem como outros delitos que porventura forem descobertos até o final do inquérito policial.

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Homem é preso por usar campanha solidária por cirurgia de menor para aplicar golpe

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Um homem suspeito de utilizar indevidamente a imagem e história de uma pessoa com problemas de saúde para prática de estelionato digital foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (26), em investigação realizada pelos policiais da Delegacia de Juscimeira.

As investigações que levaram à prisão o suspeito, de 25 anos, iniciaram após a mãe da vítima procurar a Delegacia de Juscimeira, relatando que o seu filho, de 14 anos, enfrenta graves problemas de saúde no quadril e necessita de uma cirurgia de alto custo.

Diante da situação, a família iniciou uma campanha solidária, incluindo a realização de uma rifa, com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para custear o procedimento médico.

O adolescente gravou um vídeo pedindo apoio da população, que rapidamente passou a circular entre moradores da região de Santa Elvira e de municípios vizinhos. Durante uma mobilização para divulgar a campanha em Juscimeira, a vítima foi alertada por populares de que uma chave Pix já estava sendo compartilhada em nome da arrecadação.

Ao analisar o material compartilhado, a família constatou que uma pessoa estava utilizando indevidamente a imagem e a história do adolescente para solicitar transferências bancárias, vinculando uma chave Pix desconhecida e se passando falsamente pelo pai da vítima.

Diante da gravidade dos fatos, os policiais civis iniciaram imediatamente diligências investigativas e levantamentos de inteligência para identificar o responsável pelo golpe digital. Com base nas informações reunidas durante a investigação, a equipe conseguiu localizar e prender o suspeito nesta terça-feira, no distrito de Santa Elvira, pertencente ao município de Juscimeira.

O investigado foi conduzido à Delegacia de Polícia, onde após ser interrogado pelo delegado Dario Ferreira, foi autuado em flagrante pelo crime de estelionato digital.

“A população deve estar atenta sobre a importância de adotar cuidados ao realizar transferências financeiras por meio de campanhas divulgadas em redes sociais e aplicativos de mensagens, sempre verificando a autenticidade das informações e das chaves Pix utilizadas para arrecadações solidárias”, orientou o delegado.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outras possíveis pessoas envolvidas no esquema criminoso e apurar eventual participação de terceiros na fraude.

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