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Justiça Eleitoral derruba sentença de cassação contra vereadora de Mato Grosso

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Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso anulou as provas que sustentavam a ação eleitoral contra a vereadora Monnize Zangeroli, filha do ex-secretário estadual Éder Moraes. Com isso, a sentença que havia cassado seu mandato foi anulada e o processo retornará à primeira instância para novo julgamento.

Segundo a decisão, a maioria dos magistrados entendeu que parte das provas foi obtida de forma irregular. Entre os problemas apontados estavam documentos apreendidos em uma busca realizada em hotel com base em denúncia anônima sem elementos adicionais que justificassem a medida, além do uso de provas emprestadas de outro inquérito sem contraditório e ampla defesa.

O caso investigava supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024, incluindo:

  • possível caixa dois;
  • gastos de campanha acima do limite legal;
  • material de campanha não declarado;
  • suspeita de compra de votos.

A sentença de primeira instância havia determinado a cassação do mandato de Monnize, multa superior a R$ 53 mil e inelegibilidade dos envolvidos. Dias antes da decisão final do TRE-MT, o tribunal havia formado maioria para rejeitar algumas teses preliminares da defesa, mas o julgamento foi alterado após o voto-vista do juiz Pérsio Oliveira Landim, que considerou inválidas as provas centrais do processo.

Na prática, a decisão não absolve definitivamente a vereadora. O que ocorreu foi a anulação das provas consideradas irregulares e da sentença baseada nelas. O processo volta para a 7ª Zona Eleitoral para ser reanalisado apenas com as provas que forem consideradas válidas.

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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