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Flagrado pela Rotam com drogas em Cuiabá tinha dois mandados de prisão em aberto

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Um homem de 32 anos foi preso na tarde desta quarta-feira (19), no bairro Barbado, em Cuiabá, durante uma ação da equipe da Rotam, da Polícia Militar, com mais de 50 porções de drogas, entre maconha e cocaína. A PM descobriu que havia dois mandados de prisão preventiva em aberto contra o suspeito.  

A abordagem ocorreu por volta das 16h, na rua Januário, após os policiais receberem informações de que o suspeito estaria na região. Durante a busca pessoal, os militares encontraram uma porção de maconha e R$ 50 em dinheiro. 

Segundo o relato policial, ao ser solicitado a apresentar seus documentos, o homem afirmou que eles estavam dentro da residência. Ao acompanhá-lo até o imóvel, a equipe percebeu um forte odor de maconha. 

Questionado, o suspeito teria confessado que estava enfrentando dificuldades financeiras e que havia começado a vender drogas para ajudar no próprio sustento. 

Durante as buscas no imóvel, os policiais localizaram um tablete e outras porções de maconha, além de cocaína, duas balanças de precisão e materiais que, segundo a ocorrência, seriam utilizados para o preparo e embalagem dos entorpecentes. 

Ao todo, foram apreendidos um tablete de maconha, 28 porções da mesma droga, 23 porções de cocaína, duas balanças de precisão, três rolos de filme plástico, uma tesoura e um rolo de linha, além dos R$ 50 em dinheiro. 

Após a prisão, os policiais também confirmaram a existência de dois mandados de prisão pendentes de cumprimento contra o suspeito. Conforme o registro da ocorrência, ele possui antecedentes pelos crimes de homicídio, porte ilegal e ocultação de cadáver. 

O homem foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, onde ficou à disposição das autoridades para as providências cabíveis.

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Operação da PC mira esquema milionário de fraudes em licitações em municípios de MT

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, deflagrou na terça-feira (18) a Operação Bid Rigging, para apurar um possível esquema de fraudes em licitações e contratos públicos em municípios da região do Araguaia, em Mato Grosso. A investigação aponta suspeitas de uso de empresas de fachada, direcionamento de processos, contratações irregulares, falsificação de documentos e pagamento de valores acima dos praticados no mercado.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Ribeirão Cascalheira, Luciara e Novo Santo Antônio. As ordens foram expedidas pela Justiça após representação da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, responsável pela investigação.

Os policiais estiveram em quatro endereços em Ribeirão Cascalheira, dois em Luciara e um em Novo Santo Antônio. Os locais são ligados a pessoas e empresas investigadas.

A operação também impôs medidas cautelares contra seis empresas e seus representantes. Eles ficam impedidos de participar de licitações ou contratar com o poder público, inclusive por meio de terceiros.

Como a investigação começou?

A apuração começou após uma solicitação do Ministério Público e foi ampliada a partir de denúncias recebidas pela Polícia Civil. Os investigadores analisaram contratos, processos de licitação, documentos de empresas, dados fiscais e informações disponíveis nos Portais da Transparência.

Segundo a investigação, empresas registradas em nome de terceiros podem ter sido utilizadas para esconder quem estaria efetivamente por trás dos negócios. Também foram identificados indícios de combinação entre empresas para interferir na concorrência das licitações. Outro ponto investigado é a divisão de despesas em valores menores para, supostamente, evitar a aplicação de regras mais rígidas de contratação pública.

Os contratos analisados envolvem principalmente serviços relacionados a eventos, como shows, montagem de estruturas, equipamentos de som, iluminação e geradores. Empresas e pessoas ligadas ao grupo investigado aparecem repetidamente em contratos firmados por diferentes prefeituras.

Entre os municípios de Mato Grosso que estão no radar da investigação estão Ribeirão Cascalheira, Novo Santo Antônio, Luciara, Porto Alegre do Norte, Tesouro, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, Alto da Boa Vista, Canabrava do Norte e Santa Cruz do Xingu.

Um dos casos analisados envolve uma empresa que, segundo informações do Portal da Transparência, recebeu cerca de R$ 2,38 milhões da Prefeitura de Luciara somente em 2025.

A Polícia Civil também identificou uma sequência de contratações diretas, por dispensa ou inexigibilidade de licitação, realizadas em períodos próximos e relacionadas a eventos, apresentações musicais e locação de estruturas.

Os investigadores vão analisar agora celulares, computadores, documentos, contratos, processos licitatórios, procurações e outros materiais recolhidos durante as buscas. Dados de aparelhos eletrônicos poderão passar por perícia, caso haja autorização judicial.

A investigação continua para esclarecer o papel de cada suspeito, verificar se outras pessoas participaram do suposto esquema e identificar possíveis novos crimes ou patrimônio relacionado às irregularidades.

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