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Nova regra para dívidas de estados e municípios tem votação suspensa

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A contração de crédito para reestruturar dívidas de estados e municípios ao fim dos mandatos de governadores e prefeitos continuará em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Após amplo debate, a senador Esperidião Amin (PP-SC), que presidiu a reunião desta terça-feira (3), concedeu vista coletiva ao Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026. Suspensa, a reunião será retomada nesta quarta-feira (4).

Pelo texto, os chefes do Executivo em fim de mandato poderão contratar operações de crédito para reestruturação e recomposição de dívidas nos 120 dias anteriores ao término de seus mandatos. Relator do PRS 50/2026, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) ponderou que existem prazos da Secretaria do Tesouro Nacional a serem cumpridos, o que justifica uma reunião extraordinária da CAE para análise rápida da proposta.

Do senador Renan Filho (MDB-AL), o projeto altera a Resolução do Senado 43, de 2001, que proíbe a contratação de operações de crédito nesse período, com algumas exceções. O projeto acrescenta mais uma exceção, desta vez para operações destinadas exclusivamente à reorganização de dívidas, sem aumento do endividamento nem liberação de dinheiro para outras despesas.

Para a senadora Leany Lemos (PSB-DF), essa é uma proposta justa, “importantíssima para os estados, especialmente para aqueles que têm um forte endividamento”. A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) foi a autora do pedido de vista.

Cédula de Serviço

Também foi concedida vista coletiva para a proposta que cria a Cédula de Serviço (CS), título negociável no mercado financeiro destinado a captar recursos com base em serviços que ainda serão prestados.

O PL 5.165/2026, do senador Renan Calheiros (MDB-AL), também recebeu parecer favorável de Eduardo Braga. O projeto estabelece regras para esse novo instrumento de financiamento, que poderá ser emitido por pessoas físicas ou empresas que prestem serviços profissionalmente. Assim, o prestador poderá obter dinheiro antecipadamente ao assumir o compromisso de executar um serviço ou de pagar o valor previsto no título.

— Esta é uma forma que o prestador de serviços teria para captar recursos financeiros sem que isso onerasse, com taxas de juros exorbitantes, a sua margem de lucro e os custos de seus serviços, causando por tanto um desequilíbrio financeiro no contrato de prestação de serviço — afirmou Eduardo Braga.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Em reunião no Senado com lideranças, governo apresenta prioridades legislativas

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Em reunião na manhã desta terça-feira (3) no Senado, comandada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, lideranças do governo e da oposição discutiram as prioridades legislativas até o final do ano. Segundo a senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo, o foco nos projetos relacionados ao orçamento é consensual. Ela informou que a ideia é concluir a votação dos textos prioritários até 17 de dezembro.

— Vamos aproveitar ao máximo as semanas que nos restam — disse a senadora na saída do encontro.

Teresa afirmou que algumas propostas do governo foram aceitas pela oposição como mais urgentes, como a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), a MP do fim das bets (MP 1.394/2026), a regulamentação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a PEC da Tarifa Zero aos fins de semana (PEC 18/2026) e uma série de indicações de autoridades.

De acordo com Teresa Leitão, o governo não firmará posição sobre projetos que são de iniciativa do Congresso. Ela reconheceu, porém, que a sociedade pede mudanças em vários aspectos da legislação eleitoral e disse que temas como voto distrital e fim da reeleição fazem parte da pauta de discussão. Indagada se haverá tempo para que a votação dessas mudanças ocorra na Câmara e no Senado até o fim do ano, Teresa admitiu que o calendário é apertado.

Para o senador Carlos Portinho (PL-RJ), o governo precisa ser mais claro em relação às suas prioridades. Portinho reconheceu que a pauta orçamentária é prioridade, mas chamou de “eleitoreiras” algumas medidas, como a PEC da Tarifa Zero e a MP do fim das bets. Também disse temer que o STF “legisle” sobre as bets.

— É um tema sensível, foi tratado em campanha. O que que o governo vai propor a respeito? Vai avançar com a MP? Vai deixar para o STF? — questionou o senador.

Maioridade penal

Em relação à PEC da Segurança Pública, que está prevista para ser votada nesta terça-feira no Plenário, Portinho disse entender que a redução da maioridade penal é um consenso, embora o governo tenha sinalizado preferir tratar do assunto em outra proposta. Portinho acrescentou que a oposição vai manter o destaque já apresentado para tentar incluir a redução da maioridade para 14 anos.

O senador Marcelo Castro (MDB-PI) admitiu que há pouco tempo daqui até o fim do ano para votar tantas matérias. Para o senador, as leis orçamentárias devem ser vistas como prioridade. Em relação à PEC da Segurança, Castro defendeu que seja votado o texto como veio da Câmara. Ele disse defender a redução da maioridade penal, mas apontou que a inclusão do tema na PEC da Segurança Pública não seria o melhor caminho.

— Vejo que há um consenso para reduzir a maioridade penal, pelo menos para 16 anos. Vamos votar a PEC sem essa redução e, posteriormente, votaremos uma PEC da redução da maioridade penal — propôs.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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