Cuiabá

Demilson Nogueira aponta “rastro de destruição” deixado por obras da Águas Cuiabá

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Andressa Sales | Assessoria do vereador Demilson Nogueira 

O vereador Demilson Nogueira (Progressista) fez duras críticas à qualidade dos serviços realizados pela concessionária Águas Cuiabá, especialmente no que diz respeito à recomposição do pavimento após intervenções de esgotamento sanitário.

O parlamentar destacou que, apesar da recente reformulação da agência reguladora municipal — agora denominada Regula Cuiabá —, os problemas persistem em diversas regiões da cidade.

“A situação é visível em vários pontos da capital. Um rastro de destruição. O pavimento de Cuiabá já é antigo e bastante remendado, mas isso não justifica a baixa qualidade das intervenções atuais”, afirmou. 

O parlamentar sugeriu a convocação à Câmara Municipal dos representantes da Águas Cuiabá ou do diretor da Regula Cuiabá para prestar esclarecimentos sobre os critérios de fiscalização adotados. Para ele, é fundamental que o órgão regulador atue com mais rigor, aplicando multas e garantindo que os serviços sejam executados com qualidade.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

“Estranho é achar ruim combater facção”, diz Abilio após Lula criticar decisão dos EUA sobre PCC e CV

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que considera “estranho” qualquer reação contrária à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A declaração foi dada ao comentar os desdobramentos da medida anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que oficializou a inclusão das duas facções brasileiras na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.

Durante entrevista, Abilio defendeu que as facções criminosas recebam o tratamento mais rigoroso possível por parte das autoridades. Segundo ele, o reconhecimento internacional pode fortalecer ações de combate ao crime organizado. O prefeito citou, inclusive, manifestações do governador Mauro Mendes, que também sinalizou apoio ao endurecimento das medidas contra organizações criminosas que atuam em Mato Grosso.

A medida anunciada pelos Estados Unidos passa a valer a partir de 5 de junho e permite que o governo norte-americano amplie mecanismos de bloqueio financeiro, sanções e monitoramento de atividades ligadas às facções. Marco Rubio afirmou que PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e possuem ramificações que alcançam outros países da América Latina e até mesmo território norte-americano.

Questionado sobre críticas de especialistas que apontam possíveis impactos diplomáticos e riscos para a cooperação entre Brasil e Estados Unidos, Abilio rebateu. “Se alguma representação da segurança nacional entende que os Estados Unidos, dentro da sua legalidade, dentro do seu território, reconhecer que o PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas vai prejudicar a relação, estranho está essa relação”, afirmou.

O prefeito também disse considerar incoerente qualquer resistência ao enfrentamento das facções criminosas. “Estranho está quem quer achar que a relação só fica boa se os Estados Unidos não perseguirem ou não combaterem o crime organizado e as facções criminosas no Brasil”, declarou.

A decisão norte-americana provocou reações dentro do governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a classificação e afirmou que o combate às facções deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras, dentro das leis e da soberania nacional. O tema passou a gerar debate entre integrantes do governo, parlamentares e especialistas em segurança pública.

Além das discussões políticas, a medida também levantou questionamentos sobre possíveis reflexos nas relações diplomáticas e na cooperação entre os dois países no combate ao crime transnacional. Nos Estados Unidos, a justificativa apresentada pelo governo é de que PCC e Comando Vermelho ampliaram sua atuação para além das fronteiras brasileiras, movimentando recursos e mantendo conexões internacionais.

Ao comentar o assunto, Abilio voltou a reforçar o foco no combate ao crime organizado. “Estranho é um Ministério da Justiça, estranho é algum representante das forças armadas achar ruim combater facção criminosa”, afirmou. Para o prefeito, o debate deve estar concentrado no enfrentamento das organizações criminosas e não nas críticas à decisão adotada pelos Estados Unidos.

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