Várzea Grande
Entenda quais são os requisitos para conseguir o BPC e como solicitar o benefício
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, orienta a população sobre os requisitos necessários para solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O benefício garante o pagamento mensal de um salário mínimo a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social.
Para ter acesso ao BPC, o cidadão precisa atender critérios específicos, principalmente relacionados à renda familiar e à inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), que é obrigatório para a solicitação do benefício.
A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, reforça que o CadÚnico é a principal ferramenta utilizada para avaliação e concessão do benefício.
“O CadÚnico é a porta de entrada para diversos programas sociais e, no caso do BPC, ele é indispensável. Por isso, a Prefeitura orienta que as famílias procurem o CRAS para realizar ou atualizar o cadastro e garantir que as informações estejam corretas”, destacou.
QUEM PODE SOLICITAR O BPC – O benefício é destinado a dois públicos: Idosos com 65 anos ou mais, que não possuam meios de prover a própria manutenção; pessoas com deficiência, de qualquer idade, que tenham impedimentos de longo prazo que dificultem a participação plena na sociedade.
Nos casos de pessoa com deficiência, além da análise documental, o INSS realiza avaliação social e perícia médica para confirmação do direito ao benefício.
Um dos principais critérios analisados é a renda familiar. O INSS considera os rendimentos de todos os integrantes da família cadastrados no CadÚnico para verificar se a pessoa se enquadra nas regras do benefício.
“A renda é um dos fatores determinantes para concessão do BPC. Por isso é fundamental que as informações declaradas no CadÚnico estejam completas e atualizadas, evitando problemas na análise do INSS e até bloqueios futuros”, explicou Cristina Saito.
A Prefeitura reforça que o CadÚnico deve ser atualizado sempre que houver mudanças na família, como alteração de endereço, mudança de renda, nascimento, óbito ou saída de membros do núcleo familiar. Mesmo sem alterações, a atualização deve ocorrer no máximo a cada dois anos.
O cadastro e a atualização podem ser feitos nas unidades do CRAS de Várzea Grande.
COMO SOLICITAR O BENEFÍCIO – Após estar com o CadÚnico regularizado, o cidadão pode solicitar o BPC pelos canais oficiais do INSS:
– Aplicativo Meu INSS
– Site meu.inss.gov.br
– Central telefônica 135
Após o pedido, o INSS realiza a análise e, quando necessário, agenda perícia médica e avaliação social.
O INSS também pode exigir a regularização da biometria, preferencialmente por meio da Carteira de Identidade Nacional (CIN), para garantir segurança na identificação e evitar fraudes.
A secretária Cristina Saito reforçou que as equipes da assistência social estão preparadas para orientar os moradores. “Nosso objetivo é garantir que as famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso aos seus direitos. O cidadão pode procurar o CRAS para receber orientação e apoio no CadÚnico, evitando pendências que possam atrasar ou impedir a concessão do benefício”, finalizou.
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Várzea Grande
Projeto da Guarda Municipal leva orientação sobre proteção infantil a alunos da zona rural
Estudantes do 3º ao 5º ano da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Benedito Abraão Nassarden, localizada na comunidade Formigueiro, na zona rural, receberam nesta quarta-feira (17) a visita dos bonecos do Projeto Arte de Proteger, desenvolvido pela Guarda Municipal, para abordar um tema de grande relevância: o combate ao abuso e à exploração sexual infantil.
Durante a ação, os alunos participaram de atividades educativas, receberam orientações e interagiram com os bonecos, que, de forma lúdica, transmitiram mensagens sobre autocuidado, respeito, proteção pessoal e a importância de buscar ajuda de um adulto diante de situações que possam representar riscos.
O aluno Brayan Santos, de 10 anos, aprovou a iniciativa e afirmou que pretende compartilhar os ensinamentos com outras crianças.
“Gostei da apresentação dos bonecos e dos ensinamentos que eles passaram. É importante não falar com estranhos, não aceitar balas e não entrar em veículos de pessoas desconhecidas”, comentou.
Moradora da comunidade rural, a merendeira Loislaine Pereira de Oliveira, mãe de uma aluna da escola, destacou a importância do projeto para abordar um assunto que ainda é considerado tabu por muitas famílias.
“As crianças de hoje estão muito mais informadas, mas é fundamental que sejam constantemente orientadas sobre os perigos que podem surgir no dia a dia. Como mãe, me sinto mais segura ao ver que minha filha aprende formas de se proteger. A escola tem sido uma grande parceira nesse processo. Nós conversamos sobre o assunto em casa, e a unidade escolar reforça esse aprendizado”, afirmou.
A diretora da instituição, Rosalina Costa Santos, ressaltou a parceria da Guarda Municipal com as escolas e a contribuição do projeto para ampliar os temas trabalhados em sala de aula.
“A questão do abuso e da exploração sexual é amplamente discutida na unidade e integra diversas ações desenvolvidas pela escola. O projeto da Guarda Municipal vem ao encontro desse trabalho, abordando o tema de forma lúdica e envolvente para as crianças. Somos muito gratos por essa parceria”, disse.
A inspetora Inês Guimarães explicou que o projeto foi criado há 20 anos a partir da necessidade de a Guarda Municipal atuar nas escolas com ações de educação para o trânsito.
“A receptividade foi tão positiva que percebemos a necessidade de ampliar os temas abordados, incluindo meio ambiente, bullying, racismo e prevenção ao abuso e à exploração sexual infantil. Neste caso, a iniciativa surgiu a partir da própria escola”, relatou.
Segundo a inspetora, a metodologia utilizada pelos bonecos tem apresentado resultados positivos entre os estudantes.
“O projeto amplia seu alcance e contribui para a formação de crianças mais conscientes. Elas ouvem, aprendem e reproduzem o que foi ensinado, tornando-se multiplicadoras dessas informações. Essa interatividade fortalece a escuta e a capacidade de observação das crianças”, completou.
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