Várzea Grande
Iniciativa inédita leva material de escolas particulares à rede pública de VG
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande deu início, nesta segunda-feira (13), a uma iniciativa inédita que marca um novo capítulo para a educação pública local. Por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), começou a formação continuada de professores para a implantação da Rede Max de Ensino, um material didático estruturado amplamente utilizado em instituições privadas. A capacitação segue até a próxima quinta-feira (16), consolidando um avanço histórico ao garantir que estudantes da rede pública tenham acesso ao mesmo padrão de conteúdo pedagógico adotado em escolas particulares.
A ação, idealizada pela prefeita Flávia Moretti em conjunto com a secretária de Educação, Maria Fernanda, representa um avanço significativo ao assegurar que estudantes da rede pública tenham acesso ao mesmo padrão de conteúdo pedagógico adotado em escolas particulares, promovendo mais equidade no aprendizado.
A secretária de Educação, Maria Fernanda, destacou o entusiasmo da gestão com a chegada do novo material à rede municipal. “É um momento de grande entusiasmo para todos nós podermos oferecer às nossas crianças um material de ensino de alto nível, que até então era realidade apenas nas escolas privadas. Estamos falando de mais qualidade, mais oportunidades e de um compromisso real com o futuro dos nossos alunos”, afirmou.
A formação teve início nesta segunda-feira e segue ao longo da semana, organizada por segmentos para atender ao grande número de profissionais da educação. Nesta primeira etapa, o foco está nos professores da educação infantil. Na terça-feira, a capacitação será voltada aos docentes alfabetizadores, do 1º ao 3º ano. Já na quarta-feira, participam professores do 4º ao 9º ano, enquanto a quinta-feira será dedicada às equipes gestoras, incluindo diretores, coordenadores e articuladores.
A superintendente pedagógica da rede municipal, Lezi Silva, destacou a importância da formação para a implementação do novo material.
“A formação é voltada à implantação do material estruturado na nossa rede de ensino. A Prefeitura de Várzea Grande fez um investimento significativo nos materiais didáticos que serão trabalhados desde a educação infantil até os anos finais do ensino fundamental. Organizamos a capacitação por segmentos para atender a todos os profissionais, sempre no período noturno, durante a hora-atividade do professor, garantindo que ninguém seja retirado da sala de aula. Esse processo é fundamental porque oferece suporte ao trabalho pedagógico, amplia as ferramentas de ensino e promove a equidade, já que todos os alunos passam a ter acesso ao mesmo material, com conteúdos alinhados à Base Nacional Comum Curricular, além de plataforma de apoio e avaliações”, explicou.
Segundo ela, o material também se destaca pela qualidade visual e pedagógica, com conteúdos atrativos e recursos que contribuem diretamente para o planejamento e a execução das aulas ao longo do ano letivo de 2026.
A iniciativa foi bem recebida pelos educadores. Professora da rede municipal desde 2010, Nádila Aparecida da Silva participou do primeiro dia de formação e demonstrou otimismo com a novidade.
“As expectativas são as melhores. Espero que essa formação venha ao encontro das nossas necessidades e contribua com a prática pedagógica no dia a dia. É a primeira vez que temos algo tão importante acontecendo dessa forma. Conseguimos ver que a educação está avançando bastante, principalmente com a implantação desse material, que possibilita aos alunos da rede pública terem o mesmo acesso que os da rede privada, sem custo”, afirmou.
A implantação da Rede Max de Ensino consolida o compromisso da atual gestão com a valorização da educação e a redução das desigualdades no ensino, posicionando Várzea Grande como referência em inovação pedagógica na rede pública.
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Política
Após denúncia de Flavia, TCE determina devassa na Era Kalil, em VG
O conselheiro Antônio Joaquim do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) determinou a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de superfaturamento, falhas na fiscalização e possíveis prejuízos aos cofres públicos em um contrato de transporte escolar da Prefeitura de Várzea Grande. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Contas, que circulou na última sexta-feira (29 de maio). No começo do mês, o Ministério Público (MPMT) fez uma notificação recomendatória à prefeita Flávia Moretti (PL) para que tome medidas diante dos indícios de graves irregularidades na contratação e execução dos serviços de transporte escolar no município, com suspeita de superfaturamento de R$ 6,2 milhões.
A medida do TCE envolve o Pregão Eletrônico 01/2022 e o Contrato 095/2022, firmados para a prestação do serviço de transporte escolar aos alunos da rede municipal de ensino durante a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB). A representação foi proposta pela Controladoria-Geral do Município em face da Prefeitura de Várzea Grande, sob gestão de Flávia Moretti (PL).
De acordo com a denúncia, uma auditoria apontou indícios de possível superfaturamento por divergências na quilometragem cobrada, falhas na fiscalização contratual, suposta subcontratação irregular, utilização de frota precária, ausência de segregação de funções e até suspeita de direcionamento da licitação. Durante o processo, a Prefeitura informou que a própria Controladoria-Geral instaurou auditoria para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao contrato.
A empresa Eva Tur Transportes alegou que não participou da execução do contrato e afirmou que o uso de seu CNPJ em uma impugnação ao edital ocorreu por erro material, negando qualquer fraude ou conluio. Já a Allegratur Agência de Viagens e Turismo sustentou que a licitação e a execução contratual ocorreram de forma regular, sem superfaturamento, combinação entre empresas ou subcontratação irregular.
O ex-secretário municipal de Educação, Sílvio Aparecido Fidelis, afirmou que os apontamentos da auditoria decorreriam de interpretações equivocadas sobre a dinâmica operacional do transporte escolar e sobre as atribuições administrativas relacionadas à contratação e fiscalização do serviço. Antônio Joaquim destacou que tanto a área técnica do TCE quanto o Ministério Público de Contas defenderam o aprofundamento das investigações.
“O Ministério Público de Contas e a unidade técnica convergiram quanto à necessidade de aprofundamento da apuração dos fatos por meio de Tomada de Contas Especial”, afirmou. Na decisão, o conselheiro ressaltou que existem elementos que justificam uma investigação mais detalhada. “Concordo com a manifestação técnica e ministerial quanto à necessidade de aprofundamento técnico e probatório das irregularidades apontadas, principalmente diante dos indícios de possível danos ao erário municipal em valores expressivos”, escreveu.
O relator também entendeu que não seria adequado considerar a representação improcedente neste momento. “Eventual pronunciamento de improcedência acabaria por transmitir conclusão definitiva de regularidade dos fatos apurados, circunstância incompatível com o atual estágio processual”, traz trecho.
A 6ª Secretaria de Controle Externo do TCE deverá instaurar uma Tomada de Contas Especial para aprofundar a apuração, individualizar responsabilidades, calcular eventual dano aos cofres públicos e verificar se houve irregularidades no contrato do transporte escolar. ” Assim, considerando que não haverá, neste momento, apreciação conclusiva acerca da ocorrência das irregularidades e das responsabilidades eventualmente envolvidas, compreendo que a solução processualmente mais adequada consiste na extinção da presente Representação de Natureza Externa sem resolução de mérito, com a instauração de autos próprios de Tomada de Contas Especial para aprofundamento da instrução, observando-se, no futuro processo, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”, determinou.
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