Cultura
CCBB Rio realiza Mostra de Cinema Peruano, com pré-candidatos ao Oscar
Cultura
Os amantes da sétima arte terão uma oportunidade de conhecer a diversidade cultural do cinema contemporâneo do Peru. A partir desta quarta-feira (3), o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro realiza a Mostra de Cinema Peruano 2025, com exibição de filmes que refletem o sucesso recente do país nas premiações internacionais, incluindo três películas pré-candidatas ao Oscar.

Entre os temas abordados nos filmes, estão questões sociais, históricas e ambientais, como a comédia “As melhores famílias”, que diverte com a tensão sobre os laços familiares, e “Deliciosa fruta seca”, um drama que demonstra que o amor não tem idade.
Sueli Voltarelli, gerente geral do CCBB do Rio de Janeiro, destaca mais uma obra importante do evento.
“Eu destacaria “Rainhas”, que é um filme que foi pré-selecionado no Oscar e que mostra uma faceta peculiar da sociedade peruana”.
Sueli também explica como surgiu a ideia do festival.
“A ideia de fazer essa Mostra do Cinema Peruano surgiu em 2023, quando nó fizemos uma exposição que se chamava Tesouros Ancestrais do Peru. Com essa exposição, nós pensamos em ampliar, fazer uma coisa mais multidisciplinar e foi um sucesso, público foi ótimo. Então, nós achamos que poderíamos repetir essa mostra este ano”.
A iniciativa é resultado da colaboração entre o Consulado Geral do Peru no Rio de Janeiro e o Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra vai até 8 de setembro, com entrada gratuita.
Cultura
Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP
Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante.
Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez. O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…
A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin.
Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas.
Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além
“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.
Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.
Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos.
A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.
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