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Festival de documentários “É Tudo Verdade” começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro e em São Paulo, o festival de documentários “É Tudo Verdade”, considerado um dos principais eventos de cinema documental da América Latina. A edição de número 31 conta com 75 filmes, em sessões gratuitas em sete salas de cinema, até o dia 19 de abril.

Mostras

Os títulos que concorrem a premiações estão divididos em quatro mostras:  de longas e médias-metragens brasileiros e internacionais; e de curtas-metragens brasileiros e internacionais. Os documentários vencedores serão anunciados em cerimônia especial, no dia 18, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Todos os títulos contemplados com prêmios serão exibidos novamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, no último dia do evento.

Além do eixo de competições, a curadoria criou outras mostras, como Retrospectiva, Homenagens e É Tudinho Verdade, novidade voltada para o público infantil. O festival também disponibilizará dez curtas em streaming, com período de acesso de 20 de abril a 4 de maio.

O festival “É Tudo Verdade” qualifica as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional para inscrição direta, visando a disputa do Oscar de melhor documentário.

A programação completa do evento está em etudoverdade.com.br.

*Com informações da Agência Brasil


Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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