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Mostra Sesc de Cinema abre inscrições para exibir filmes independentes

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Cineastas e produtores independentes de todo o Brasil com obras  finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2024 e que não tenham sido exibidas em circuito comercial ou em serviços comerciais de vídeo on demand já podem se inscrever  na 9ª edição da  Mostra Sesc de Cinema. Também estão aptas a participar obras exibidas somente em seu estado de inscrição.

As inscrições para curtas, médias e longas-metragens  podem ser feitas até o próximo dia 31 de março pelo site  sesc.com.br/mostradecinema. O regulamento para a Mostra, também está disponível no mesmo endereço. Um dos alertas da organização é que somente serão aceitas somente inscrições de realizadores residentes nos 21 estados que participam desta edição da Mostra

Os Curtas precisam ter de 2 a 29 minutos; os Médias de 30 a 69 minutos e os Longas acima de 70 minutos.

O  resultado será divulgado até 1º de julho. Os filmes serão selecionados para três grupos. O primeiro deles é o Panorama Brasil, que levará 21 produções para exibição em espaços de vários estados do país. No Panorama Estadual, os filmes circularão por espaços em seus respectivos estados de origem. No caso da Região Norte, será realizado um  Panorama Regional, reunindo as produções selecionadas nos estados participantes da região. Já o Panorama Infanto-Juvenil terá até 10 obras voltadas a esse público.

As exibições do Panorama Brasil e Infantojuvenil serão realizadas no mês de setembro de 2026. As exibições do Panorama Estadual ocorrerão entre outubro e dezembro.

Além da oportunidade de exibição, os vencedores serão premiados com licenciamentos, que somam um valor total de até R$ 255 mil. 

Ao longo das suas oito edições, a Mostra já licenciou cerca de 400 obras do audiovisual independente nacional


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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