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Ausência da Câmara Municipal na inauguração da ZPE é notada; presidente Flávio Negação se pronuncia sobre exclusão política

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A ausência de representantes da Câmara Municipal de Cáceres durante a cerimônia de inauguração da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), realizada nesta sexta-feira (24), chamou a atenção de quem acompanhou o evento. O presidente da Casa de Leis, vereador Flávio Negação, se manifestou sobre o ocorrido e classificou o episódio como “um retrato da tentativa de excluir o Legislativo de decisões e momentos importantes do município”.Segundo o presidente, a falta de convite à Câmara Municipal revela “detalhes que muita gente não percebe”, como a vontade da atual gestão de conduzir projetos e inaugurações sem o devido diálogo com o plenário.”Essa ausência mostra que, quando a população ouve que a Câmara dificulta alguma coisa, na verdade é o contrário. O que existe é uma tentativa constante da Prefeitura de agir sozinha, sem seguir os trâmites legais e sem respeitar a harmonia entre os poderes”, afirmou Flávio Negação.”O vereador destacou ainda que o respeito institucional deveria prevalecer em momentos como esse, especialmente por se tratar de uma obra de grande importância para o desenvolvimento regional.”“A ZPE é um marco histórico para Cáceres. Ver um evento dessa relevância sendo usado como palco político, enquanto se excluem representantes legítimos do povo, é lamentável. Isso não fortalece o município, apenas divide”, declarou.

Negação também pontuou que a falta de convites se estendeu a outras autoridades importantes, como o senador José Lacerda, um dos idealizadores do projeto da ZPE, e que teve participação decisiva na sua criação.

“O senador Lacerda merecia estar na linha de frente dessa inauguração. O que vimos foi uma tentativa clara de apagar a contribuição de quem não pertence ao mesmo grupo político. Foi o próprio filho dele, o ministro Irajá Lacerda, quem, em um gesto de respeito e afeto, cedeu parte do seu tempo de fala para que o pai pudesse se pronunciar. Um gesto nobre, mas que expôs a falta de consideração dos organizadores”, completou o presidente da Câmara.

A ausência do Legislativo e de outras lideranças históricas do município reforça o clima de distanciamento entre os poderes locais, que vem sendo alvo de críticas desde a última legislatura.
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Bussiki apresenta à Câmara empréstimo com juros menores que propostas anteriores

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O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, apresentou nesta quarta-feira (15) à Câmara Municipal de Cuiabá os detalhes do empréstimo proposto pela Prefeitura, destacando a economia estimada de R$ 48,78 milhões em comparação a operações anteriores como principal vantagem da nova modelagem financeira.

Enquanto em 2019 o custo total projetado chegava a R$ 252 milhões, a nova modelagem reduz esse valor para aproximadamente R$ 203 milhões, mesmo com montante financiado semelhante. Esse ganho financeiro é o principal argumento levado ao Legislativo.

A apresentação ocorreu no gabinete da presidência da Câmara, sob condução da presidente Paula Calil, reunindo diversos vereadores. Na ocasião, o secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, detalhou os números e as condições da operação, destacando o caráter competitivo do processo que definiu o Banco Santander como vencedor.

O financiamento proposto é de R$ 111,6 milhões, com prazo de 10 anos e 12 meses de carência, a uma taxa de CDI + 0,86% ao ano, considerada a menor já registrada no país para operações desse tipo em 2026. Segundo a equipe econômica, essa condição só foi possível graças à adesão de Cuiabá ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), que garantiu o aval da União. Com essa garantia federal, o risco para os bancos diminui, permitindo juros significativamente mais baixos.

Durante a explanação, Bussiki também apresentou comparativos com tentativas anteriores. Em 2024, por exemplo, uma operação chegou a ser aprovada e depois revogada com taxa de CDI + 7% ao ano, ou seja cerca de 88% maior que a atual gestão. Já em 2019, o município contratou crédito com CDI + 5,40%. A diferença evidencia, segundo ele, um “salto de qualidade fiscal” da atual gestão.

Outro ponto ressaltado foi a transparência do processo. Cinco instituições financeiras foram consultadas e participaram de três rodadas de negociação. O Santander manteve a melhor proposta em todas as etapas, superando concorrentes como Caixa e Banco do Brasil.

A gestão municipal defende que o empréstimo é resultado direto do ajuste das contas públicas e não um risco fiscal. Pelo contrário, argumenta que o equilíbrio alcançado permitiu acessar condições mais vantajosas no mercado.

Os recursos, conforme apresentado, serão destinados principalmente a obras de infraestrutura, com destaque para o asfaltamento de 19 bairros de Cuiabá, além de investimentos em saúde e educação. A proposta segue agora em análise na Câmara, onde deve ser debatida antes de eventual aprovação.

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