O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, nesta quarta-feira (26), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro após a realização de uma audiência de custódia por videoconferência. O procedimento, conduzido pela juíza auxiliar do gabinete da ministra Flávia Martins de Carvalho, visava verificar a legalidade da prisão efetuada em 25 de novembro e assegurar que não houve abusos por parte da Polícia Federal.
A defesa de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmaram a regularidade do procedimento:
-
Declaração de Bolsonaro: Ao ser questionado, o ex-presidente afirmou que não sofreu qualquer abuso ou irregularidade por parte dos policiais no momento da detenção, realizada na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
-
Manifestação da PGR: O procurador Guilherme Mendes, representante da PGR, também se manifestou pela regularidade.
Com isso, a juíza auxiliar homologou o cumprimento do mandado de prisão, registrando que todas as formalidades legais foram observadas.
Informações Pessoais e Saúde
Durante a audiência, Bolsonaro respondeu às perguntas de identificação, declarando ser pai de cinco filhos e profissional das áreas militar e de educação física. Ele também informou que possui refluxo e apneia do sono, condições que exigem dieta específica e o uso contínuo de cinco medicamentos.
Embora tenha respondido às perguntas de qualificação, ele permaneceu em silêncio quando questionado sobre questões de natureza criminal, exercendo seu direito constitucional.
Com a homologação, o ex-presidente pôde iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
Fonte R7







