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Bombeiros e Sema devolvem macaco-prego à natureza após resgate e tratamento do animal

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) tem intensificado sua atuação estratégica na proteção da fauna silvestre durante o período de estiagem, quando as condições climáticas aumentam o risco de incêndios. Esse trabalho é realizado por meio da Operação Arca de Noé, que concentra esforços no monitoramento e resgate de animais em situação de vulnerabilidade.

Nesta quinta-feira (21.8), bombeiros militares e profissionais da Sema realizaram a soltura de um macaco-prego que havia sido resgatado ferido na região do Pantanal mato-grossense. O animal foi encontrado no último sábado (16), após ser atropelado na Estrada Parque Transpantaneira, que é uma importante via ecológica que liga o município de Poconé a Porto Jofre.

De acordo com o 3º sargento BM Alexsandre dos Santos Silva, o macaco apresentava ferimentos causados por atropelamento e foi imediatamente conduzido pela equipe para receber tratamento. Após alguns dias sob cuidados intensivos e com evolução clínica positiva, o animal foi considerado apto para a reintrodução em seu habitat natural.

“Recebemos um animal com ferimento por atropelamento. Fizemos a contenção para realizar o manejo correto e o encaminhamos à clínica veterinária, sob os cuidados da Sema. Hoje, conseguimos fechar esse ciclo devolvendo esse macaco à natureza”, explicou.

A Operação Arca de Noé segue monitorando áreas do Pantanal onde animais silvestres vivem próximos a propriedades rurais e estabelecimentos, como chácaras e pousadas. Essas localidades já foram visitadas pelas equipes para garantir a proteção e o bem-estar da fauna.

Durante uma das ações de monitoramento, uma onça-pintada foi avistada na região, mas não houve necessidade de resgate, pois o animal não apresentava sinais de ferimentos ou risco. As equipes também prestaram assistência a um tatu, oferecendo água ao animal, que aparentava cansaço devido ao calor intenso.

Operação Arca de Noé

A Operação Arca de Noé é uma das principais iniciativas do Governo de Mato Grosso dedicadas à proteção da fauna silvestre neste período de estiagem. Além disso, o governo está investindo R$ 125 milhões em ações voltadas ao combate do desmatamento ilegal, bem como à prevenção e ao combate dos incêndios florestais.

Desse montante, R$ 78 milhões são destinados diretamente às ações realizadas pela corporação, que incluem, além das medidas de prevenção, a contratação de brigadistas, ampliação da estrutura da corporação, uso de maquinário pesado, estabelecimento de parcerias, entre outras ações estratégicas.

Clique aqui para baixar o vídeo da soltura do macaco prego

Clique aqui para baixar o vídeo do tatu socorrido

Clique aqui para baixar o vídeo da onça monitorada

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Janete Riva negocia acordo e juíza suspende ação sobre desvio na AL

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A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, suspendeu por 30 dias a ação de improbidade administrativa contra a ex-secretária Janete Riva, pelo desvio de um cheque de R$ 12 mil usado para a compra de gado.

O pedido foi feito pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que solicitou a suspensão por 90 dias. O motivo alegado foi que as partes estavam conversando para tentar um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC), uma espécie de “confissão” para resolver o caso sem uma sentença condenatória definitiva.

O próprio MP foi quem ajuizou a ação, acusando Janete Riva de ter participado de um esquema de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na década de 2000.

 

A suspeita é que o esquema pagava empresas “fantasmas” por serviços que nunca foram prestados, a fim de desviar o dinheiro público. No caso de Janete, foi apontado que um dos cheques, no valor de R$ 12 mil, emitido para uma dessas empresas, acabou sendo usado para pagar a compra de 200 cabeças de gado para ela.

O marido de Janete, o ex-deputado estadual José Riva, era réu nesse mesmo processo, mas o caso contra ele foi encerrado porque fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, confessando sua participação nos desvios.

Janete já havia sido condenada a devolver R$ 6 mil em 1ª instância, porém, em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça (TJMT) anulou essa condenação, inocentando-a por falta de provas.

“Assim, defiro parcialmente o pedido do requerente e suspendo o processo pelo prazo de trinta (30) dias, prazo este que se mostra proporcional, razoável e suficiente para a finalidade almejada, sem comprometer a duração razoável do processo”, decidiu a magistrada.

Se o acordo for fechado, o processo pode ser resolvido sem a necessidade de uma sentença condenatória definitiva. Caso não aconteça o acordo, o processo seguirá para a fase instrutória.

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