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Congresso é escanteado e pisado por Alexandre de Moraes”, critica Zé Medeiros

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Edy Hilário | Câmara dos Deputados

O deputado federal Zé Medeiros criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria um dia após a promulgação do ato pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Para Medeiros, a medida confirma o que ele já vinha alertando desde o início da discussão da proposta no Congresso Nacional.

“Como já era esperado, o ministro Alexandre acaba de fulminar a Lei da Dosimetria. Sempre disse que aprovar isso seria perder tempo, enganar e criar expectativa vã naqueles que estão presos e também nos que usam tornozeleira eletrônica”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o projeto original foi desidratado ao longo das negociações e acabou se transformando em uma medida sem efetividade prática. Medeiros afirmou ainda que havia temor no Congresso em relação à aplicação da chamada Lei Magnitsky, utilizada pelos Estados Unidos para punir violações de direitos humanos e corrupção.

“Desde que começou essa discussão, eu dizia que isso era um engodo. Há quem diga que o próprio Alexandre de Moraes ajudou a mudar o projeto, desidratar e transformar tudo em uma espécie de dosimetria. Agora, assim que foi promulgada, ele suspendeu os efeitos usando os argumentos de sempre”, declarou.

O deputado também criticou a relação entre o Judiciário e o Legislativo, afirmando que o Congresso Nacional vem sendo constantemente desautorizado pelo ministro do STF. Ainda afirmou que as eleições de 2026 poderão mudar o cenário político nacional.

“A forma como o Congresso é simplesmente escanteado e pisado por esse ministro é desproporcional. Ele teve a sorte de conduzir esse processo. É um absurdo sem tamanho. Mas o povo, em 2026, vai mudar o Senado e as coisas vão mudar”, concluiu.

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Cuiabá

Abilio Brunini vê afronta ao Congresso em decisão de Alexandre de Moraes sobre dosimetria penal

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu nesta segunda-feira, 11 de maio, à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria para redução das penas de condenados pelos atos do 8 de Janeiro. Ele classificou a medida como um “tapa na cara” de deputados e senadores.

A decisão ocorre em meio a argumentos apresentados em ações no Supremo, de que a manutenção da lei poderia incentivar novos ataques antidemocráticos. A norma, promulgada no último dia 8 pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, permite a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, mas teve sua aplicação suspensa até o julgamento definitivo da Corte.

Abilio afirmou que não vê relação entre a lei e eventuais novos ataques às instituições, diferente do que foi apontado.

Olha, o que faz ter novos ataques é a corrupção que está empreada aí no governo Lula, com escândalos do Banco Master, do INSS e tantos outros. A corrupção que cria indignação na população. Não é a Dosimetria, não é nenhuma dessas medidas. Acho que o povo está de saco cheio desse discursinho barato aí, de que foi golpe ou alguma coisa assim, porque ninguém acredita nisso mais. O que a gente acredita é que o golpe na democracia que está se dando é agora”, declarou.

“O que o Alexandre Moraes e tantos outros estão fazendo, é esse que está sendo o verdadeiro golpe na democracia, que não respeita a Constituição, não respeita o Estado Democrático de Direito, não respeita a separação dos Poderes, então esse é o verdadeiro golpe”, completou.

As contestações à lei foram apresentadas por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) pela federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa, que apontam possíveis irregularidades no processo legislativo, como o fatiamento do veto presidencial.

 

Na decisão, Moraes determinou a suspensão da lei por “segurança jurídica”. Com isso, permanecem válidas as penas já fixadas pelo STF, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até a definição final.

O ministro também deu prazo de cinco dias para que o presidente da República e o Congresso Nacional prestem informações. Em seguida, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República terão três dias para se manifestar sobre o caso. FONTE ESTADAO

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