Mato Grosso

Corpo de Bombeiros e Sema iniciam operação de proteção e resgate de fauna

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Mato Grosso

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) deram início, nesta segunda-feira (4.8), à operação conjunta Arca de Noé, voltada à proteção e ao resgate da fauna silvestre, com foco especial nas áreas que forem afetadas por incêndios florestais, queimadas irregulares e desmatamento no Estado.

Equipes especializadas, que incluem médicos veterinários, farão o monitoramento constante das regiões impactadas, com o objetivo de minimizar os danos ambientais causados pelo fogo e pela degradação do habitat natural. A operação inclui ações de resgate de animais feridos ou em risco, além da destinação adequada para um novo local seguro ou para tratamento e reabilitação, se necessário.

O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Rafael Ribeiro Marcondes explicou que essa é a primeira vez que uma operação conjunta desse tipo é realizada de forma estruturada e contínua. Em anos anteriores, a atuação do Corpo de Bombeiros Militar se dava apenas por meio de apoios pontuais às ações de resgate conduzidas pela Sema. Agora, com a integração das equipes desde o início, o trabalho ganha mais alcance, agilidade e eficiência no resgate e na proteção da fauna silvestre.

Nesta fase inicial, as equipes atuarão no acompanhamento e no mapeamento das áreas afetadas em todo Estado, com atenção especial ao bioma Pantanal, que é uma região com rica diversidade de fauna e cujas características naturais favorecem a rápida propagação do fogo.

“Neste primeiro momento, realizamos o monitoramento e o acompanhamento das áreas afetadas. Nas grandes operações, especialmente em casos de incêndios de grande proporção, percorremos as regiões queimadas em busca de animais que, porventura, tenham sido atingidos pelo fogo, estejam feridos, debilitados ou em risco”, explicou o comandante.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destacou a importância da operação, que neste ano ocorre de forma mais abrangente. Ela ressaltou que as ações realizadas pelo órgão ambiental constam em um plano de atendimento emergencial à fauna silvestre em Mato Grosso.

Além da capacitação dos profissionais que atuam diretamente nessa proteção, a Sema está realizando cadastro de voluntários que tenham interesse em atuar no resgate, manejo e destinação dos animais silvestres em Unidades de Conservação geridas pelo órgão ambiental. Informações sobre como se voluntariar estão disponíveis no site da Sema.

Prevenção e combate aos incêndios florestais

Além da proteção à fauna, o Governo de Mato Grosso está investindo R$ 125 milhões em ações voltadas ao combate do desmatamento ilegal e à prevenção e combate dos incêndios florestais. Desse montante, R$ 78 milhões diretamente nas ações realizadas pela corporação que contempla, além das medidas de prevenção, a contratação de brigadistas, ampliação da estrutura da corporação, uso de maquinário pesado, firmamento de parcerias, entre outras ações estratégicas.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. Desde 1º de junho, está proibido o uso do fogo no Pantanal, medida que se estende até 31 de dezembro. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano. Em caso de qualquer indício de incêndio florestal no bioma, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 ou 190.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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