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Dr. João vai convocar Central de Transplantes para explicar lentidão do serviço em Mato Grosso

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Dr. João vai convocar  Central de Transplantes para explicar lentidão do serviço em Mato Grosso

Deputado quer esclarecimentos sobre baixa quantidade de procedimentos, incentivo à doação de órgãos e envio de órgãos para outros estados, apesar da demanda local.

O deputado estadual Dr. João (MDB) anunciou que vai convocar, por meio da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os responsáveis pela Central Estadual de Transplantes para prestar esclarecimentos sobre a situação do serviço no estado. A medida foi defendida pelo parlamentar durante reunião da comissão, realizada na terça-feira (14).

Membro do colegiado, Dr. João afirmou que a convocação busca entender por que o sistema de transplantes ainda avança de forma lenta em Mato Grosso, mesmo após a retomada dos procedimentos. Segundo ele, as informações preliminares apontam que o número de transplantes realizados no ano passado ficou abaixo do esperado.

Para o deputado, é preciso apurar o que tem impedido o avanço do serviço e quais são os entraves enfrentados pela estrutura estadual. Ele também defendeu maior estímulo ao transplante com doador falecido e ações voltadas ao fortalecimento da doação de órgãos.

“A Central de Transplantes tem uma equipe muito grande. Temos que saber o que está acontecendo. A informação que temos a priori é que ano passado foram feitos poucos transplantes. Precisamos entender o que está acontecendo”, afirmou.

Dr. João também cobrou explicações sobre casos divulgados pela imprensa envolvendo o envio de órgãos para outros estados, enquanto milhares de pacientes aguardam por transplante em Mato Grosso.

“Ano passado vi na imprensa que órgãos foram mandados para outro estado, sendo que temos mais de duas mil pessoas em Mato Grosso precisando. Vamos convocá-los para vir aqui dar esclarecimento para saber a situação atual, como está”, declarou.

Na avaliação do parlamentar, o debate precisa avançar além dos números e alcançar a política pública de incentivo à doação. Para ele, o estado precisa compreender por que o serviço não consegue responder à demanda existente, mesmo com a necessidade crescente de pacientes que aguardam na fila.

“Além disto, precisamos incentivar o transplante de doador cadavérico. Incentivar a doação de órgãos. Precisamos saber porque não está tendo”, completou.

A convocação deverá ser formalizada no âmbito da Comissão de Saúde da ALMT. A expectativa é que os responsáveis pela Central de Transplantes apresentem o cenário atual da estrutura, a quantidade de procedimentos realizados, as dificuldades operacionais e as medidas adotadas para ampliar o atendimento no estado.

A data ainda será definida pela comissão.

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Mauro Mendes elogia Manciolli para Casa Civil e diz que Pivetta deve ter liberdade para trocar secretários

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O senador eleito Mauro Mendes (União) elogiou a escolha do governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para o comando da Casa Civil de Mato Grosso. O empresário Eduardo Manciolli foi anunciado para a função na última terça-feira (13) e, na avaliação do ex-governador, poderá contribuir com uma das principais atribuições da pasta: a articulação política do Executivo estadual.

Mauro afirmou que conhece Manciolli e avaliou positivamente a indicação. “Eu conheço o Manciolli, com certeza é um bom nome, e vai ajudá-lo na articulação, que é o papel importante da Casa Civil”, declarou.

 

 

 

Além de comentar a escolha para a secretaria, o ex-governador defendeu que Pivetta tenha autonomia para montar a própria equipe de governo. Para Mauro, a decisão sobre a permanência de secretários e a eventual substituição de integrantes do primeiro escalão deve caber ao novo chefe do Executivo, sem interferências que limitem sua capacidade de definir os rumos da gestão.

Mauro compara escolha de equipe à própria gestão

Ao defender a liberdade de Pivetta para reorganizar o secretariado, Mauro recorreu à experiência que teve à frente do Palácio Paiaguás. Segundo ele, durante sua gestão, teve autonomia para escolher os integrantes da equipe e considera que o sucessor deve contar com a mesma prerrogativa.

“Eu defendo que o governador tenha autonomia, como eu tive para escolher o seu secretariado. Eu tive essa autonomia, escolhi quem eu quis, ele tem o direito de escolher quem ele quer para ficar, para continuar, para mudar”, afirmou.

Mauro acrescentou que exerceu esse direito durante o mandato e que Pivetta deve ter liberdade para promover as mudanças que considerar necessárias. A declaração reforça a posição do ex-governador de que cabe ao novo chefe do Executivo definir a composição administrativa de acordo com as prioridades de sua gestão.

 

“Eu exerci esse direito e ele tem toda a liberdade para fazer as escolhas que ele julgar melhor para mudar a equipe dele”, completou.

Manciolli assume função de articulação política

À frente da Casa Civil, Eduardo Manciolli terá entre as principais responsabilidades a articulação do governo estadual com os demais Poderes e instituições, além da coordenação do diálogo entre as secretarias. A pasta ocupa uma posição estratégica na interlocução política e administrativa do Executivo.

Antes do anúncio, a Casa Civil era comandada por Adjaime Ramos, que retorna à função de secretário adjunto de Relações Políticas. A mudança faz parte da reorganização da equipe de Pivetta, que assumiu o governo estadual após a saída de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado.

Fonte Olhar Direto

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