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Ensino à Distância amplia acesso e inclusão aos servidores do PJMT

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A modalidade Ensino à Distância (EaD) tem sido fundamental para ampliar o alcance das capacitações oferecidas pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, especialmente em um Estado com grande extensão territorial como Mato Grosso. Utilizando a plataforma Moodle, são apresentados conteúdos estruturados com foco na aplicabilidade prática, além de recursos como vídeos, quizzes e trilhas de aprendizagem.

Segundo o gestor de Educação à Distância (EaD), Paulo Travassos, o ensino digital representou uma mudança significativa na democratização do aprendizado. “Antes, a participação em capacitações estava limitada por fatores como deslocamento e custos. Hoje, com o EaD, conseguimos romper essas barreiras e garantir acesso simultâneo a cursos de qualidade para servidores de todas as comarcas”, explica.

Ele destaca ainda que o engajamento dos servidores é construído de forma estratégica. “Cursos bem estruturados, comunicação ativa e acompanhamento pedagógico são essenciais. O servidor precisa perceber valor no conteúdo e sentir que está sendo acompanhado, mesmo no ambiente virtual”, observa Travassos.

O PJMT já avança em novas estratégias para fortalecer ainda mais o ensino digital, como microlearning (conteúdos curtos) e ampliação do acesso por dispositivos móveis. Outras iniciativas em estudo incluem trilhas personalizadas de aprendizagem, gamificação e uso de inteligência artificial como apoio ao aluno.

O gestor de EaD aponta que o principal avanço está na mudança de cultura. “Quando o servidor percebe que o aprendizado é valorizado e impacta sua carreira, ele deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma escolha”, afirma.

Para a servidora Élida Schneider, de Tangará da Serra (242Km de Cuiabá), os cursos em EaD mostram a importância para quem atua no interior. “O ensino à distância facilita muito a vida de quem não pode se deslocar. Quando o servidor é qualificado, melhora seu desempenho e isso reflete na prestação de serviço à sociedade. É um investimento que beneficia a todos”, destacou.

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Autor: Ana Assumpção

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mato Grosso

Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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