Mato Grosso

Federação Nacional de Praças sai em defesa de Sargento Adriana na Casa Militar

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Mato Grosso

A polêmica em torno da nomeação da Sargento Adriana Rodrigues para a Casa Militar de Mato Grosso ganhou um novo e contundente capítulo. A Federação Nacional de Praças (ANASPRA) divulgou uma nota oficial em que reforça o posicionamento da Associação de Cabos e Soldados (ACS) e sai em defesa irrestrita da militar.

O documento rebate as críticas feitas pela Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (FENEME) e pela Associação de Oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso (ASSOF), classificando as manifestações como elitistas e desconectadas da realidade constitucional.

A nomeação da Sargento Adriana para atuar na gestão do governador Otaviano Pivetta gerou reações adversas por parte de entidades representativas de oficiais, que questionaram a legalidade do ato sob o argumento de que a função deveria ser ocupada por patentes superiores. No entanto, a ANASPRA foi categórica ao afirmar que a função de Assessora Militar possui natureza política e administrativa, não envolvendo comando militar operacional.

Segundo a Federação Nacional, a objeção das entidades de oficiais não se baseia na competência da Sargento Adriana, considerada inquestionável, mas sim no fato de ela ser praça. A nota acusa a FENEME e a ASSOF de tentarem manter “feudos de poder exclusivos para o oficialato” e de utilizarem os princípios de hierarquia e disciplina como um “ardil retórico” para excluir praças de cargos estratégicos.

A ANASPRA também destacou a hipocrisia do discurso corporativista, citando exemplos de outros estados onde praças ocupam posições de alto escalão sem que haja questionamentos semelhantes. A entidade lembrou o caso de Santa Catarina, onde uma Cabo foi eleita vice-governadora, e de São Paulo, onde um Capitão assumiu a Secretaria de Segurança Pública, tornando-se superior ao próprio Comandante-Geral da corporação.

Além de defender a discricionariedade do governador na escolha de sua equipe, a ANASPRA exigiu a revisão de qualquer norma que restrinja o acesso a funções civis e administrativas com base em patentes. A entidade alertou que qualquer tentativa de reverter a nomeação da Sargento Adriana será vista como uma afronta inaceitável às praças de todo o país.

Confira abaixo a nota da ANASPRA na íntegra:

Federação Nacional de Praças (ANASPRA)

Nota em defesa da nomeação da Sargento Adriana para a Casa Militar em Mato Grosso

“EM DEFESA DA LEGALIDADE E CONTRA O CORPORATIVISMO EXCLUDENTE”

A Federação Nacional de Praças repudia com veemência as manifestações da FENEME e da ASSOF, que, sob o falso pretexto de “defesa da legalidade”, atacam a legítima nomeação da Sargento Adriana Rodrigues para a Casa Militar na gestão do Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta. Tais manifestações das entidades citadas mostram uma postura elitista, corporativista e desconectada da realidade constitucional.

A função de Assessora Militar é de natureza política e administrativa, subordinada diretamente ao Chefe do Poder Executivo. Não envolve comando militar operacional. Exige capacidade técnica e confiança institucional, atributos que NÃO são monopólio de nenhuma patente. A objeção dessas entidades não é contra a competência INQUESTIONÁVEL da Sargento Adriana, mas contra o fato de ela ser PRAÇA. É a tentativa desesperada de manter feudos de poder exclusivos para o oficialato.

A tentativa de rotular a nomeação como ilegal é uma afronta jurídica. O artigo 37 da Constituição Federal não impõe reserva de mercado para funções de assessoramento. A invocação genérica dos princípios de hierarquia e disciplina (art. 42 da CF) é um ARDIL retórico. Tais princípios garantem a coesão das operações militares, não servem para engessar a administração pública ou EXCLUIR praças de cargos estratégicos.

O Governador exerce sua legítima discricionariedade administrativa ao nomear quem possui competência para a função.

A hipocrisia desse discurso corporativista é evidente. Em Santa Catarina, uma Cabo foi eleita Vice-Governadora; em São Paulo, um Capitão foi nomeado Secretário de Segurança Pública, tornando-se superior ao próprio Comandante-Geral. Nesses casos, o mérito prevaleceu sem histeria corporativista.

Por que em Mato Grosso uma Sargento não pode ser Assessora Militar? A resposta é uma só: corporativismo puro e simples.

A ANASPRA não apenas repudia essa discriminação velada, como EXIGE A REVISÃO de qualquer norma que restrinja funções civis e administrativas com base em patentes. Manifestamos nosso apoio irrestrito à Sargento Adriana Rodrigues e advertimos: qualquer tentativa de reverter essa nomeação para ceder a pressões corporativistas será uma afronta inaceitável às praças de todo o Brasil. A modernização da gestão pública não recuará diante do corporativismo excludente.

Marco Prisco Caldas Machado
Presidente da ANASPRA – Federação Nacional de Praças

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Cuiabá

Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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