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Força Tática prende três faccionados por furto e recupera módulos de caminhão

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Policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional prenderam três homens faccionados, com idades entre 20 e 26 anos, por furto, na noite desta terça-feira (6.1), em Tangará da Serra. Com os suspeitos, foram recuperados dois módulos de caminhão e caixa com ferramentas.

O módulo de caminhão é uma central de controle que gerencia funções vitais como injeção de combustível, potência do motor, freios (ABS), controle de tração, emissões, câmbio e sistemas de conforto (vidros, travas) através de sensores e softwares, otimizando desempenho, segurança e economia de combustível.

A equipe policial recebeu informações sobre o furto de um módulo de caminhão ocorrido durante a madrugada. Após verificar imagens da ação criminosa, os policiais identificaram um veículo Fiat Pálio utilizado no furto e entraram em diligências em buscas pelos suspeitos.

Durante as buscas, os militares localizaram o veículo no estacionamento de um hotel na rodovia da BR-358, além de encontrar uma caixa de ferramentas e roupas no interior do carro com as mesmas características usadas pelos criminosos.

De acordo com informações do proprietário do hotel, três homens haviam chegado ao local no início da manhã e estavam hospedados em um dos quartos. Os policiais seguiram até o quarto indicado. Dentro do quarto, um dos suspeitos quebrou o celular e dois módulos de caminhão foram encontrados debaixo de uma das camas.

Questionados sobre o furto, os suspeitos informaram que vieram para a cidade de Tangará da Serra por ordem de outro homem e não disseram o destino. A equipe policial identificou que os homens fazem parte de uma facção criminosa e já haviam realizado outro furto do mesmo material na cidade de Várzea Grande.

Diante do flagrante, os suspeitos foram encaminhados para a delegacia, junto com o material e o veículo apreendido, para as providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do telefone 190 ou do número 0800 065 3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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