Mato Grosso
Mauro Mendes chama senador de “cara de pau” por criticar rodovia: “mandava no DNIT”
Mato Grosso
O clima esquentou na política de Mato Grosso após o ex-governador Mauro Mendes (União), pré-candidato ao Senado, divulgar um vídeo nas redes sociais chamando o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato do partido ao governo, de “cara de pau”.
A forte declaração foi uma resposta direta às críticas do senador sobre a estadualização da BR-174 (atualmente identificada como MT-170), trecho que liga importantes municípios do noroeste do estado, como Juína e Colniza. Fagundes havia classificado a transferência da rodovia para o governo estadual como “um erro”.
O ex-governador Mauro Mendes iniciou sua fala de forma contundente: “Meus amigos, assistam a esse vídeo e vocês vão ver um exemplo de um político cara de pau e que não tem respeito nenhum com a população do nosso estado”.
Disparou ainda que Fagundes “mandava no DNIT” (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) por anos e, mesmo com forte influência política em Brasília, não resolveu a situação da estrada.
“O senhor mandou por muitos anos no DNIT, era o senhor que nomeava o representante do Governo Federal aqui, o superintendente do Denit foi nomeado pelo senhor…nada mudou”.
Mendes rebateu a gravação em que Wellington Fagundes responsabiliza o governo estadual pela atual precariedade do trecho de mais de 270 quilômetros. Segundo o ex-governador, o senador age com desonestidade intelectual ao omitir o histórico de abandono da via enquanto ela esteve sob a responsabilidade do Governo Federal.
A rodovia em tela foi federalizada em 2008 sob a gestão do Dnit. Diante da falta de manutenção federal, o Estado reassumiu o trecho em 2022 para tentar viabilizar as obras de pavimentação.
Mato Grosso
Flávia Moretti culpa presidente da Câmara por travar projetos e agravar crise em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), responsabilizou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), pelo agravamento da crise financeira enfrentada pelo município. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16), a gestora afirmou que a falta de aprovação de projetos enviados pelo Executivo tem impedido o acesso a recursos e prejudicado o equilíbrio das contas públicas.
As declarações ocorreram após a publicação dos decretos que declararam situação de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Segundo Flávia, a administração assumiu uma dívida bilionária relacionada a precatórios, mas a situação teria sido agravada por decisões tomadas pelo Legislativo. A prefeita afirmou que buscou apoio do presidente da Câmara no início do mandato, mas passou a enfrentar resistência.
“Desde que assumi, pedi apoio ao presidente Wanderley Cerqueira, mas ele decidiu engessar e atrapalhar a prefeitura e a cidade toda”, declarou.
Entre as críticas feitas pela prefeita está a redução da margem de remanejamento do orçamento municipal, que teria passado de 30% para 5%. Segundo ela, a alteração limitou a capacidade da gestão de redistribuir recursos entre as secretarias e afetou áreas consideradas prioritárias.
“Essa medida comprometeu a utilização de verbas destinadas a áreas prioritárias e dificultou o funcionamento da máquina pública”, afirmou.
Outro ponto destacado por Flávia foi a tramitação de projetos de lei encaminhados pela Prefeitura à Câmara. De acordo com a prefeita, mais de 25 propostas consideradas essenciais estão paradas há meses no Legislativo.
“Hoje, temos mais de 25 projetos de leis cruciais parados na Câmara Municipal há meses. Projetos que liberam recursos para a saúde, educação e custeio da cidade. Todos precisam ser votados, mas esses projetos de leis não são sequer pautados pelo presidente”, disse.
A prefeita afirmou ainda que a postura do presidente da Câmara teria motivação política e estaria fazendo com que a população atribuísse ao Executivo problemas relacionados à falta de investimentos e dificuldades na prestação de serviços públicos.
“Essa atitude faz com que a população pense que é a prefeitura que não está fazendo o seu dever”, declarou.
Apesar das críticas ao Legislativo, Flávia Moretti afirmou que a administração municipal seguirá adotando medidas para manter os serviços essenciais e garantir o pagamento dos servidores, enquanto busca reorganizar as finanças de Várzea Grande.
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